Dia da consciência negra: superação e orgulho no sistema de saúde

Profissionais da saúde compartilham suas jornadas de resistência, resiliência e paixão pelo trabalho, marcando o Dia da Consciência Negra. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), histórias de vida se entrelaçam com a dedicação ao cuidado do próximo, evidenciando a força e a importância da representatividade negra no setor.

Flávia Miranda de Jesus, 52 anos, é um exemplo de superação. Após ouvir que não possuía competência técnica em sua área, a então representante comercial decidiu mudar de rumo e ingressar no mundo da farmácia. Apesar dos desafios e do ceticismo alheio, Flávia, formada em propaganda e marketing, encontrou apoio familiar e persistiu em seu objetivo. Hoje, celebra com orgulho a conquista do ensino superior, sendo a primeira de sua família a alcançar essa marca.

A trajetória de Ronaldo Lima Coutinho, chefe do Cepav Flor do Cerrado, é marcada por um momento de dor que se transformou em vocação. Após um grave acidente na adolescência, o cuidado e acolhimento que recebeu durante sua internação o inspiraram a seguir a carreira de enfermagem. Enfrentando dificuldades financeiras para pagar a faculdade, Ronaldo conciliou dois empregos com os estudos, sempre guiado pela resiliência e honestidade. Atualmente, expressa gratidão pela oportunidade de ajudar quem precisa.

Letícia Marinho de Oliveira, assessora técnica da Diretoria Clínica, trilhou um caminho de recomeços. Após a frustração de um concurso cancelado, Letícia se reinventou e buscou uma carreira que a reconectasse ao seu propósito. Formada em direito, enfrentou o desafio de viajar longas distâncias diariamente para estudar. Com o apoio da família, superou as dificuldades e hoje se orgulha da mulher que se tornou, inspirando-se na certeza de que dedicação, propósito e perseverança abrem caminhos.

Para Dartway Santhiago, enfermeiro rotineiro do Serviço de Enfermagem da Pediatria, o sonho inicial de cursar medicina o conduziu à enfermagem, onde encontrou sua verdadeira vocação: cuidar das pessoas. Enfrentando desafios sociais, financeiros e emocionais, Dartway, como homem negro, assume com orgulho a representatividade como missão. Vindo de uma família de quatro irmãos, todos com formação superior, ele se sente honrado em ocupar o espaço que conquistou, inspirando e fortalecendo os caminhos para aqueles que almejam seguir seus passos.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

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