Sumário
ToggleO Que é Azia? Entenda Sintomas, Causas e Quando Buscar Ajuda Médica
Você já sentiu aquela sensação de queimação desconfortável que sobe do estômago até a garganta? Provavelmente sim, e você não está sozinho. Mas afinal, o que é azia? Essa é uma pergunta que milhões de pessoas fazem diariamente, especialmente quando aquele desconforto aparece depois de uma refeição mais pesada ou após deitar logo depois de comer.
A resposta para o que é azia pode parecer simples à primeira vista, mas na verdade envolve uma complexidade interessante, especialmente quando consideramos que médicos e pacientes muitas vezes usam o mesmo termo para descrever coisas diferentes. Essa diferença de interpretação pode impactar diretamente o diagnóstico e o tratamento, tornando essencial que você entenda exatamente o que está acontecendo no seu corpo.
Neste artigo, vamos explorar de forma clara e acessível tudo sobre o que é azia, desde as definições médicas até as descrições populares, passando pelas causas, sintomas associados e, principalmente, quando você deve procurar ajuda médica. Prepare-se para entender de vez esse desconforto tão comum e descobrir como lidar com ele da melhor forma possível.
O Que é Azia: Definições Médicas e Populares
Para responder adequadamente o que é azia, precisamos primeiro entender que existe uma diferença significativa entre o que os médicos chamam de azia e o que a maioria das pessoas descreve quando usa essa palavra. Essa distinção não é apenas uma questão de terminologia – ela pode fazer toda a diferença no seu diagnóstico e tratamento.
A Visão Médica: Azia Como Regurgitação
Do ponto de vista médico estrito, quando um profissional de saúde fala sobre azia, ele está se referindo especificamente à regurgitação. Mas o que é azia nesse contexto médico? Trata-se do refluxo de líquido ou alimento já parcialmente digerido do estômago de volta para a boca. É aquele gosto amargo que sobe sem aviso, fazendo você sentir que a comida está voltando.
Imagine seu estômago como uma espécie de bolsa que deveria manter tudo que você come ali dentro, processando os alimentos. Quando ocorre a regurgitação, é como se essa bolsa estivesse “devolvendo” parte do conteúdo para cima, passando novamente pelo esôfago até chegar à boca ou à garganta.
A Visão do Paciente: Azia Como Queimação
Agora, se você perguntar para a maioria das pessoas o que é azia, a resposta será bem diferente da definição médica. Para a grande maioria dos pacientes, azia é aquela sensação incômoda de queimação que acontece na região do peito ou do estômago. Na terminologia médica, essa sensação tem um nome específico: pirose.
A pirose – ou o que você conhece como azia – é descrita como uma sensação de queimação que pode começar na boca do estômago e subir até a garganta, como se houvesse um fogo interno. Alguns pacientes descrevem como se tivessem bebido algo muito quente que queimou o caminho todo desde o estômago até o peito.
Por Que Essa Diferença Importa?
Você pode estar se perguntando: “Por que essa distinção é importante?”. A resposta é simples: quando você chega no consultório médico e diz que está com azia, o médico precisa entender exatamente o que é azia para você – se é a regurgitação (retorno do conteúdo estomacal) ou se é a queimação (pirose). Cada uma dessas condições pode indicar problemas diferentes e exigir abordagens terapêuticas distintas.
É como se você e o médico estivessem falando línguas parecidas, mas não idênticas. E para que o tratamento seja eficaz, essa “tradução” precisa ser feita com precisão. Por isso, quando você for ao médico, seja o mais detalhado possível ao descrever seus sintomas. Não basta dizer “estou com azia” – explique se está sentindo queimação, se a comida está voltando, onde exatamente é o desconforto.
Os Diferentes Tipos de Azia e Suas Localizações

Agora que você já entende a diferença básica sobre o que é azia na visão médica e popular, vamos nos aprofundar um pouco mais. A localização da queimação ou do desconforto pode indicar diferentes problemas de saúde, e entender isso é fundamental para você saber quando se preocupar e buscar ajuda adequada.
Queimação na Boca do Estômago
Quando você sente aquela queimação especificamente na região superior do abdômen, na chamada “boca do estômago” (aquela área logo abaixo do osso do peito, no centro), isso pode indicar problemas relacionados ao próprio estômago. Entender o que é azia nesse contexto específico é importante porque essa localização está frequentemente associada a:
Doenças pépticas: Isso inclui gastrites (inflamação da parede do estômago) e úlceras (feridas na parede do estômago ou do duodeno). Essas condições acontecem quando o revestimento protetor do estômago está comprometido e o ácido estomacal começa a irritar ou corroer a parede do órgão. É como se você tivesse uma ferida interna que fica sendo constantemente banhada por ácido – desconfortável, não é?
Síndrome dispéptica: Esse é o nome pomposo para o que popularmente chamamos de “má digestão”. É aquela sensação de estômago cheio, peso, queimação e às vezes até náusea depois de comer. Pode acontecer mesmo quando você não comeu muito, e está relacionada a dificuldades no processo digestivo.
Nesses casos, o exame que geralmente ajuda a confirmar o diagnóstico é a endoscopia digestiva alta. É aquele exame em que uma pequena câmera é introduzida pela boca para visualizar diretamente o estômago e identificar inflamações, úlceras ou outras alterações.
Leia Também: Mitos e Fatos sobre o Chá de Casca de Beterraba
Queimação Atrás do Esterno (no peito)
Agora, se a queimação que você sente está localizada atrás do osso do peito (esterno), subindo em direção à garganta, estamos falando de algo diferente. Nesse caso, o que é azia pode estar relacionado ao refluxo gastroesofágico, uma das causas mais comuns desse tipo de desconforto.
O refluxo gastroesofágico acontece quando o conteúdo ácido do estômago volta para o esôfago (aquele tubo que conecta a boca ao estômago). O problema é que, diferentemente do estômago que tem uma proteção especial contra o ácido, o esôfago não foi feito para lidar com esse ambiente ácido. Resultado? Aquela sensação de queimação intensa que sobe pelo peito.
Imagine que existe uma “portinha” (chamada esfíncter esofágico inferior) entre o esôfago e o estômago. Essa portinha deveria se abrir apenas para deixar a comida descer e depois fechar bem fechadinha. No refluxo, essa portinha não fecha direito, permitindo que o ácido suba.
Para diagnosticar o refluxo gastroesofágico, além da endoscopia, o médico pode solicitar outros exames, como a pHmetria esofágica (que mede o nível de acidez no esôfago durante 24 horas) ou a manometria esofágica (que avalia os movimentos e a pressão no esôfago).
Queimação Difusa no Abdômen
Existe ainda um terceiro cenário: quando a queimação não está bem localizada, mas parece se espalhar por uma área maior do abdômen. Nesse caso, entender o que é azia pode ser um pouco mais complexo, porque essa descrição pode estar relacionada a distúrbios intestinais.
Problemas como a síndrome do intestino irritável, intolerâncias alimentares, gastroenterites ou outras condições que afetam o intestino podem causar essa sensação de desconforto ou queimação mais difusa. Nesses casos, a abordagem diagnóstica pode incluir exames diferentes, como exames de fezes, colonoscopia ou testes de intolerância alimentar.
A Importância da Comunicação Entre Médico e Paciente
Você já parou para pensar em como a forma como descrevemos nossos sintomas pode mudar completamente o rumo de um diagnóstico? Quando se trata de entender o que é azia, a comunicação clara entre você e seu médico é absolutamente fundamental. E não é exagero dizer que uma boa conversa pode ser tão importante quanto os próprios exames complementares.
O Desafio da Linguagem Coloquial
Todos nós temos nossas formas particulares de descrever o que sentimos. Você pode dizer que está “enfastiado”, sua avó pode dizer que está “empachada”, seu vizinho pode falar que está com “queimação”, e sua amiga pode dizer que está com “azia”. Todas essas expressões podem estar se referindo à mesma coisa – ou não!
O problema é que essas descrições coloquiais, embora válidas e compreensíveis no dia a dia, podem não fornecer a precisão que o médico precisa para fazer um diagnóstico correto. É como se você estivesse tentando explicar o caminho para alguém usando apenas “vire ali naquela árvore” em vez de dar o nome das ruas.
Por isso, quando você for ao médico e ele perguntar sobre seus sintomas, não tenha vergonha de ser bem detalhista. Explique não apenas que você tem azia, mas:
- Onde exatamente você sente o desconforto (aponte com o dedo se necessário!)
- Como é a sensação (queimação, peso, pressão, dor aguda?)
- Quando acontece (depois de comer? Ao deitar? A qualquer hora?)
- O que piora ou melhora os sintomas
- Há quanto tempo isso vem acontecendo
- Se tem outros sintomas associados (náusea, vômito, dificuldade para engolir?)
O Médico Como Tradutor
Um bom médico é, essencialmente, um tradutor. Ele precisa pegar todas as suas descrições – por mais coloquiais que sejam – e traduzi-las para a linguagem médica precisa. É o trabalho dele entender que quando você diz “parece que tem uma bola de fogo no meu peito”, você pode estar descrevendo pirose associada a refluxo gastroesofágico.
Essa habilidade de tradução não é apenas uma questão de vocabulário. Ela envolve escuta ativa, empatia, paciência e muitas perguntas complementares. Um médico que simplesmente anota “paciente com azia” e parte direto para solicitar exames pode estar perdendo informações cruciais que alterariam completamente a investigação diagnóstica.
Por outro lado, você também tem uma responsabilidade nessa conversa. Não espere que o médico adivinhe o que você está sentindo. Se ele não perguntou algo que você acha importante, tome a iniciativa de mencionar. Afinal, ninguém conhece seu corpo melhor do que você mesmo.
Evitando Exames Desnecessários
Uma comunicação eficaz não apenas melhora o diagnóstico – ela também pode economizar tempo, dinheiro e ansiedade. Quando o médico entende claramente o que é azia no seu caso específico, ele pode direcionar a investigação de forma mais precisa, solicitando apenas os exames realmente necessários.
Imagine se, por falta de uma descrição clara, você fizesse uma bateria de exames caros e invasivos que poderiam ter sido evitados com algumas perguntas mais detalhadas na consulta? Ou pior: imagine se o diagnóstico correto fosse atrasado porque o médico estava investigando a direção errada?
A clareza na comunicação beneficia todo mundo: você recebe um diagnóstico mais rápido e preciso, o sistema de saúde economiza recursos, e o médico pode focar sua atenção onde ela é realmente necessária.
Construindo Confiança
Existe ainda outro aspecto importante da boa comunicação: a construção de confiança. Quando você sente que o médico realmente te ouviu, te entendeu e valorizou o que você tinha a dizer, você se sente mais confiante no tratamento proposto. E essa confiança é fundamental para a adesão ao tratamento.
Estudos mostram que pacientes que confiam em seus médicos têm maior probabilidade de seguir as orientações corretamente, de tomar os medicamentos conforme prescrito e de fazer as mudanças necessárias no estilo de vida. No final das contas, não adianta ter o diagnóstico perfeito se o paciente não se sente confortável para seguir o tratamento.
Quando Buscar Ajuda Médica: Sinais de Alerta

Agora que você já entende melhor o que é azia, suas diferentes manifestações e a importância da comunicação com o médico, chegou o momento de falar sobre algo crucial: quando você deve realmente se preocupar e procurar ajuda médica. Nem toda azia é motivo de pânico, mas existem alguns sinais que não devem ser ignorados.
Azia Ocasional vs. Azia Frequente
Primeiro, vamos estabelecer uma distinção importante. Ter uma azia ocasional depois daquela feijoada caprichada do domingo ou após exagerar na pizza é relativamente comum e, na maioria das vezes, não é motivo de grande preocupação. Um antiácido de farmácia e algumas mudanças simples nos hábitos alimentares geralmente resolvem.
Mas quando o que é azia se transforma em um visitante frequente na sua vida, é hora de prestar atenção. Se você está tendo episódios de azia mais de duas vezes por semana, isso não é normal e merece investigação. Essa frequência pode indicar refluxo gastroesofágico ou outras condições que precisam de tratamento adequado.
Pense assim: azia ocasional é como uma visita inesperada de vez em quando. Azia frequente é como ter um inquilino indesejado morando na sua casa – definitivamente hora de agir!
Intensidade e Duração dos Sintomas
Outro fator importante é a intensidade da queimação. Se a azia é tão intensa que interfere nas suas atividades diárias – você não consegue se concentrar no trabalho, não consegue dormir direito, precisa parar o que está fazendo para lidar com o desconforto – isso é um sinal de que algo mais sério pode estar acontecendo.
A duração também importa. Uma azia que passa em alguns minutos ou em uma hora é uma coisa. Mas se você está com aquela queimação por horas a fio, ou se ela persiste por dias, mesmo usando medicamentos de venda livre, é definitivamente hora de procurar um médico.
E se a azia persiste por mais de duas semanas, mesmo com o uso de antiácidos, não insista na automedicação. Esse é um claro sinal de que você precisa de uma avaliação profissional. Prolongar o uso de antiácidos sem orientação médica pode até mascarar sintomas de condições mais graves.
Sinais de Alerta Que Exigem Atenção Imediata
Existem alguns sintomas que, quando aparecem junto com a azia, são verdadeiros “sinais vermelhos” que exigem avaliação médica urgente. Se você experienciar qualquer um destes, não espere – procure ajuda médica o quanto antes:
Dificuldade para engolir (disfagia): Se você está tendo dificuldade para engolir alimentos ou até mesmo líquidos, isso pode indicar um estreitamento do esôfago ou outras complicações sérias. A sensação de que a comida está “presa” ou “empacada” não é normal.
Dor ao engolir (odinofagia): Sentir dor toda vez que engole pode indicar inflamação severa no esôfago ou outras condições que precisam ser tratadas rapidamente.
Vômitos com sangue: Esse é um sinal de alerta máximo. Se você vomitar sangue (que pode aparecer vermelho vivo ou escuro, parecendo borra de café), procure atendimento médico imediatamente. Isso pode indicar sangramento no trato digestivo superior.
Fezes escuras ou com sangue: Fezes muito escuras (pretas como piche) ou com presença visível de sangue podem indicar sangramento no sistema digestivo e exigem avaliação urgente.
Perda de peso inexplicada: Se você está perdendo peso sem fazer dieta ou exercícios, isso pode ser um sinal de que seu corpo não está absorvendo nutrientes adequadamente ou de que algo mais sério está acontecendo.
Dor no peito intensa: Esse é um ponto delicado. A queimação da azia pode ser confundida com dor cardíaca, e vice-versa. Se você está tendo uma dor no peito intensa, especialmente se ela vem acompanhada de falta de ar, sudorese, náusea ou dor irradiando para o braço esquerdo, não arrisque – procure atendimento de emergência. É melhor descobrir que era “só” azia do que ignorar um possível problema cardíaco.
Rouquidão persistente ou tosse crônica: O ácido do refluxo pode irritar as cordas vocais e a garganta, causando rouquidão ou tosse que não passa. Se isso persiste, precisa ser investigado.
Fatores de Risco Que Aumentam a Urgência
Alguns fatores de risco podem aumentar a necessidade de buscar avaliação médica mesmo que seus sintomas pareçam “leves”. Se você se encaixa em algum desses grupos, seja mais criterioso:
- Idade acima de 50 anos: À medida que envelhecemos, aumenta o risco de condições mais sérias
- Histórico familiar de câncer de estômago ou esôfago
- Fumante ou ex-fumante: O tabagismo aumenta significativamente o risco de várias doenças digestivas
- Obesidade: O excesso de peso aumenta a pressão abdominal, facilitando o refluxo
- Consumo excessivo de álcool: O álcool irrita o sistema digestivo e pode agravar diversos problemas
A Armadilha da Automedicação
Um último ponto importante: cuidado com a automedicação prolongada. Muitas pessoas, quando entendem o que é azia, simplesmente compram antiácidos de venda livre e ficam usando indefinidamente. Isso pode ser problemático por várias razões:
- Mascaramento de sintomas: Os antiácidos podem aliviar os sintomas sem tratar a causa subjacente, atrasando um diagnóstico importante
- Efeitos colaterais: Uso prolongado pode causar problemas como diarreia, constipação, ou interferir na absorção de nutrientes
- Interações medicamentosas: Antiácidos podem interagir com outros medicamentos que você esteja tomando
- Falsa sensação de segurança: Você pode pensar que está tudo bem porque o sintoma aliviou, enquanto o problema de base continua evoluindo
Antiácidos são ótimos para uso ocasional, mas se você está dependendo deles regularmente, é hora de investigar a causa raiz do problema.
Prevenção e Cuidados: Gerenciando a Azia no Dia a Dia

Agora que você já sabe o que é azia, suas causas e quando procurar ajuda, vamos falar sobre como você pode prevenir ou minimizar esses episódios desconfortáveis no seu dia a dia. Afinal, prevenir é sempre melhor do que remediar, não é?
Mudanças na Alimentação
A forma como e o que você come tem um impacto enorme na ocorrência de azia. Alguns ajustes simples na sua dieta podem fazer uma diferença significativa:
Identifique e evite alimentos gatilho: Alguns alimentos são conhecidos por relaxar o esfíncter esofágico (aquela “portinha” entre o esôfago e o estômago) ou aumentar a produção de ácido. Os culpados mais comuns incluem:
- Alimentos gordurosos e frituras
- Chocolate (sim, a vida é injusta!)
- Café e bebidas com cafeína
- Bebidas alcoólicas
- Alimentos muito condimentados
- Tomate e derivados (molhos, suco)
- Frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi)
- Hortelã e menta
- Bebidas gaseificadas (refrigerantes)
Coma porções menores e mais frequentes: Em vez de três refeições grandes, tente fazer cinco ou seis refeições menores ao longo do dia. Isso reduz a pressão no estômago e diminui a produção de ácido de uma vez só.
Mastigue bem e coma devagar: A digestão começa na boca. Comer rápido demais e engolir grandes pedaços de comida dificulta a digestão e pode aumentar a azia.
Evite deitar logo após comer: Espere pelo menos 2-3 horas após uma refeição antes de se deitar. A gravidade ajuda a manter o conteúdo do estômago onde ele deve ficar – no estômago!
Leia Também: Chá de Verônica: Usos Populares, Verdade Científica e Precauções Essenciais
Mudanças no Estilo de Vida
Além da alimentação, outros hábitos podem fazer muita diferença:
Mantenha um peso saudável: O excesso de peso, especialmente na região abdominal, aumenta a pressão sobre o estômago e pode forçar o conteúdo para cima, em direção ao esôfago.
Eleve a cabeceira da cama: Se você tem azia noturna, tente elevar a cabeceira da sua cama em cerca de 15-20 cm. Use blocos ou cunhas para elevar os pés da cabeceira – travesseiros extras não funcionam tão bem porque podem criar uma dobra no meio do corpo que piora o refluxo.
Use roupas mais soltas: Roupas apertadas na cintura aumentam a pressão abdominal. Afrouxe o cinto ou opte por roupas mais confortáveis, especialmente após as refeições.
Pare de fumar: O tabagismo enfraquece o esfíncter esofágico e aumenta a produção de ácido estomacal. Mais um motivo (entre tantos) para abandonar o cigarro.
Gerencie o estresse: O estresse e a ansiedade podem piorar os sintomas digestivos. Técnicas de relaxamento como meditação, yoga ou simplesmente um hobby que você goste podem ajudar.
Quando os Remédios São Necessários
Às vezes, mesmo com todas essas mudanças, você ainda pode precisar de medicação. E está tudo bem! O importante é usar os medicamentos de forma consciente e sob orientação médica quando necessário. Os principais tipos de medicamentos para azia incluem:
Antiácidos: Neutralizam o ácido do estômago e proporcionam alívio rápido, mas temporário. São ótimos para uso ocasional.
Bloqueadores H2: Reduzem a produção de ácido e têm efeito mais prolongado que os antiácidos.
Inibidores da bomba de prótons (IBP): São os medicamentos mais potentes para reduzir a produção de ácido. Geralmente são usados em casos mais graves ou crônicos.
Mas lembre-se: mesmo medicamentos de venda livre devem ser usados com critério. Se você precisa usá-los com frequência, converse com seu médico sobre a necessidade de uma investigação mais aprofundada.
Conclusão: Conhecimento é Poder
Chegamos ao fim deste guia completo sobre o que é azia, e esperamos que agora você se sinta mais preparado para entender, prevenir e lidar com esse problema tão comum. Vamos recapitular os pontos principais?
Primeiro, compreender o que é azia vai além de saber que é “aquela queimação”. É entender que para os médicos, a palavra pode significar regurgitação, enquanto para você pode significar pirose (queimação). Essa diferença importa e pode influenciar todo o processo de diagnóstico e tratamento.
Segundo, a localização e as características da sua azia podem indicar diferentes problemas: queimação na boca do estômago pode sugerir gastrite ou úlcera; queimação no peito pode indicar refluxo gastroesofágico; e desconforto abdominal difuso pode estar relacionado a problemas intestinais. Cada um exige uma abordagem específica.
Terceiro, a comunicação com seu médico é fundamental. Seja detalhista ao descrever seus sintomas. Não tenha vergonha de usar suas próprias palavras, mas também forneça as informações específicas que o médico precisa: localização, intensidade, frequência, duração e fatores que pioram ou melhoram.
Quarto, saiba quando procurar ajuda médica. Azia ocasional pode ser gerenciada em casa, mas azia frequente (mais de duas vezes por semana), intensa ou acompanhada de sinais de alerta (dificuldade para engolir, sangramento, perda de peso) exige avaliação profissional. Nunca ignore os sinais que seu corpo está enviando.
E por último, mas não menos importante: mudanças no estilo de vida e na alimentação podem fazer uma enorme diferença. Identifique seus gatilhos, coma de forma mais consciente, mantenha um peso saudável e adote hábitos que favoreçam uma boa digestão.
Entender o que é azia é o primeiro passo para gerenciar esse problema de forma eficaz. Armado com esse conhecimento, você pode tomar decisões mais informadas sobre sua saúde, comunicar-se melhor com seu médico e, esperamos, ter uma vida com muito menos episódios daquele desconforto incômodo.
Lembre-se: seu corpo é seu melhor aliado. Aprenda a ouvi-lo, entenda seus sinais e não hesite em buscar ajuda quando necessário. A azia pode ser comum, mas isso não significa que você precise simplesmente aceitar e conviver com ela. Existe ajuda disponível, existem tratamentos eficazes, e você merece viver sem esse desconforto constante.
Se você tem lidado com azia regularmente, não espere mais. Marque uma consulta com um gastroenterologista ou com seu médico de confiança. Uma investigação adequada pode identificar a causa exata do seu problema e direcionar o tratamento mais apropriado para o seu caso específico.
E se você conhece alguém que sofre com azia frequente, compartilhe este artigo. Conhecimento é poder, e quanto mais pessoas entenderem o que é azia e como lidar com ela adequadamente, mais qualidade de vida todos teremos.
Cuide-se, ouça seu corpo e lembre-se: você não precisa conviver com desconforto. Há sempre uma solução, e ela começa com o entendimento do problema. Agora que você sabe o que é azia, está um passo mais perto de uma vida mais confortável e saudável!
FAQ – Azia: o que realmente significa?
O que é azia?
Azia é, para os médicos, a regurgitação do conteúdo do estômago; para os pacientes, costuma ser descrita como uma sensação de queimação.
Na prática, o termo pode indicar problemas diferentes, dependendo de como o sintoma é sentido e descrito.
Azia é sempre queimação?
Não. A queimação é chamada de pirose na medicina.
Azia também pode envolver gosto ácido na boca, sensação de retorno do alimento ou desconforto após comer.
Azia pode indicar refluxo?
Sim. Quando a queimação ocorre atrás do peito, geralmente está relacionada ao refluxo gastroesofágico.
Nesses casos, exames como endoscopia e pHmetria podem ser indicados.
Azia pode ser gastrite?
Pode. Quando a queimação é sentida na “boca do estômago”, pode indicar gastrite, úlcera ou má digestão.
A endoscopia é o principal exame para confirmar.
Quando a azia preocupa?
Quando é frequente, intensa ou persistente.
Especialmente se vier acompanhada de dor no peito, dificuldade para engolir ou perda de peso.
Antiácido resolve azia?
Pode aliviar temporariamente, mas não trata a causa.
O uso frequente sem orientação médica pode mascarar problemas mais sérios.
Quando procurar ajuda imediata?
Se houver dor forte no peito, dificuldade para engolir, vômitos com sangue ou perda de peso sem explicação.
Esses sinais exigem avaliação médica urgente.
Automedicação para azia é perigosa?
Sim, se for frequente.
Ela pode atrasar diagnósticos importantes e causar efeitos colaterais
Alimentação influencia na azia?
Muito. Alimentos gordurosos, café, álcool e frituras são gatilhos comuns.
Comer em excesso e deitar logo após comer também piora.
Azia tem solução?
Sim. A maioria dos casos melhora com tratamento adequado.
O primeiro passo é entender a causa correta.
Fonte: https://saude.abril.com.br

















