Nicolás Maduro, líder da Venezuela, declarou que uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos em território venezuelano representaria o “fim político” da administração de Donald Trump. A afirmação foi feita durante seu programa semanal na televisão estatal.
Maduro acusou certos grupos, tanto dentro quanto fora do círculo do presidente americano, de incitarem uma ação armada contra a Venezuela. Segundo ele, tal atitude levaria Trump a um “precipício”, marcando o declínio de sua liderança e reputação.
Em suas palavras, o líder venezuelano sugeriu que há uma conspiração para que Trump cometa “o maior erro de sua vida” ao ordenar uma intervenção militar.
Apesar das tensões, Maduro acenou com a possibilidade de diálogo com Washington, afirmando que a Venezuela está aberta a conversas diretas, “cara a cara, sem problema algum”, com qualquer país disposto a se engajar. Ele enfatizou que a diplomacia e o diálogo são os únicos caminhos para países e governos livres chegarem a entendimentos e encontrarem pontos em comum.
Desde o início de setembro, militares dos EUA intensificaram sua presença no Caribe, efetuando 21 investidas contra embarcações suspeitas de transportar narcóticos. Essas ações resultaram em 83 mortes, tanto no Caribe quanto no Pacífico.
Maduro tem reiteradamente acusado a ofensiva militar dos EUA de ser uma manobra para removê-lo do poder.
Em resposta às críticas sobre a expansão militar na região, a Casa Branca justificou as ações, afirmando que o presidente Donald Trump fez uma promessa de campanha de combater os cartéis de drogas na região.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br



















