Sumário
ToggleUm ultraleve, aeronave de pequeno porte, precipitou-se no mar da orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, durante a tarde de um sábado, dia 27. O incidente ocorreu especificamente na altura do Posto 3, e o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 12h34 para atender à ocorrência. As equipes de resgate iniciaram imediatamente as buscas no local do acidente. Posteriormente, o corpo do piloto da aeronave foi localizado por equipes de busca, informação confirmada pelo subprefeito da Zona Sul do Rio. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira, iniciou os procedimentos para apurar as causas deste evento que mobilizou os serviços de emergência e as autoridades aeronáuticas.
Detalhes do Acidente e Resgate
Localização Específica e Contexto da Orla
A queda da aeronave de pequeno porte ocorreu em uma área de grande visibilidade e movimento na praia de Copacabana, nas proximidades do Posto 3. Este ponto da orla carioca é conhecido por sua relevância turística e social, situando-se próximo a marcos como o tradicional hotel Copacabana Palace. Adicionalmente, a região é frequentemente palco de grandes eventos, como a montagem do palco principal para as celebrações de Réveillon, o que destaca sua centralidade. No dia do acidente, o Rio de Janeiro registrava um dia de sol intenso, atraindo um número considerável de pessoas à praia. Em dias de grande afluxo de banhistas, a circulação de ultraleves sobre a orla é uma cena comum, sendo essas aeronaves frequentemente utilizadas para expor faixas publicitárias ao público presente na praia, reforçando o contexto da movimentação aérea na região.
A Mobilização do Corpo de Bombeiros
Após o acionamento às 12h34, o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro empreendeu uma resposta imediata e abrangente ao local da queda. O comunicado oficial da corporação detalhou a vasta gama de recursos mobilizados para as operações de busca e salvamento. Estas incluíram a utilização de motos aquáticas, embarcações infláveis de diferentes portes e capacidades, bem como a atuação de uma equipe especializada de mergulho. Adicionalmente, a operação contou com apoio aéreo, visando cobrir uma área maior e otimizar os esforços de localização de possíveis vítimas e destroços. A presença de todos esses meios ressalta a seriedade da ocorrência e o empenho das autoridades em garantir a máxima eficiência nas ações de resgate.
Identificação da Vítima e Situação Inicial
No decorrer das operações de busca, os bombeiros localizaram o corpo do piloto da aeronave, conforme confirmado pelo subprefeito da Zona Sul do Rio, Bernardo Rubiao. Esta informação representou um avanço crucial na apuração inicial do acidente. Rubiao também forneceu um dado específico sobre o histórico de voo do piloto: tratava-se do primeiro voo daquele profissional naquele tipo particular de avião. Embora o corpo do piloto tenha sido encontrado, as autoridades não haviam, até o momento das informações iniciais, confirmado se haveria outras vítimas envolvidas na queda, mantendo a atenção sobre a possibilidade de mais pessoas estarem a bordo ou terem sido afetadas.
Aeronave Envolvida na Ocorrência
Características Técnicas do Ultraleve
A aeronave que se acidentou no mar de Copacabana foi identificada pela matrícula PT-AGB. De acordo com os registros oficiais do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), mantido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o modelo do ultraleve era um Cessna 170A. Este tipo de aeronave é classificado como monomotor e possui uma capacidade de projeto para apenas uma pessoa, indicando que era projetado para voos individuais. Tais características técnicas são fundamentais para a investigação, pois definem os parâmetros operacionais e de segurança do equipamento envolvido, influenciando diretamente a análise dos fatores que possam ter contribuído para a ocorrência.
Propriedade e Condição de Aeronavegabilidade
A pesquisa no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da ANAC revelou que o ultraleve Cessna 170A, matrícula PT-AGB, era operado e pertencia à empresa Visual Propaganda Aérea – Eireli. Este dado estabelece a responsabilidade legal e operacional pela aeronave. Um aspecto crucial apontado pelos registros era a situação de aeronavegabilidade do monomotor, que era considerada “normal” no momento do incidente. A classificação de aeronavegabilidade normal significa que a aeronave estava apta a voar conforme as regulamentações vigentes, indicando que não havia impedimentos administrativos ou técnicos registrados que a impedissem de operar. Este fato direciona a investigação para outros possíveis fatores, além da condição regular de manutenção e certificação da aeronave.
O Processo de Investigação Aeronáutica
Atuação do Cenipa e Seripa III
A investigação das causas do acidente envolvendo o ultraleve em Copacabana está sob a responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), um órgão estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB). O Cenipa é a entidade central encarregada de apurar ocorrências aeronáuticas no território nacional, com o objetivo principal de prevenir futuros acidentes. Para o caso específico da queda em Copacabana, o trabalho de apuração está sendo realizado por investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III). O Seripa III atua como um escritório regional do Cenipa, sendo responsável pela condução de investigações dentro de sua área de jurisdição, o que inclui a região onde o acidente ocorreu.
Metodologia da Apuração
A FAB detalhou os procedimentos iniciais adotados na investigação conduzida pelo Seripa III. Durante a fase inicial da apuração, profissionais qualificados e devidamente credenciados empregam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados relacionados ao evento. Este processo rigoroso inclui a preservação de elementos e evidências encontrados no local do acidente, que são cruciais para a reconstituição dos fatos. Além disso, é realizada uma verificação inicial dos danos causados tanto à aeronave quanto, eventualmente, por ela. O levantamento de outras informações pertinentes à investigação também é parte integrante dessa metodologia, assegurando que todos os detalhes relevantes sejam considerados na busca pelos fatores contribuintes.
Prazos e Complexidade da Análise
A Força Aérea Brasileira informou que a expectativa é concluir a apuração do acidente com o ultraleve no “menor prazo possível”. Contudo, a FAB salientou que o tempo necessário para a finalização da investigação dependerá intrinsecamente da complexidade da ocorrência. Cada acidente aéreo apresenta particularidades que podem exigir maior profundidade na análise de dados, testes e perícias. Adicionalmente, o prazo é influenciado pela necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes que levaram à queda da aeronave. Esta abordagem visa garantir uma investigação completa e precisa, que possa identificar as causas e, consequentemente, subsidiar medidas preventivas para a segurança da aviação civil.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual tipo de aeronave caiu em Copacabana e quais suas características?
A aeronave que caiu no mar de Copacabana era um ultraleve modelo Cessna 170A, com matrícula PT-AGB. Este monomotor tinha capacidade para apenas uma pessoa, de acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro da Agência Nacional de Aviação Civil.
Quem está conduzindo a investigação sobre a queda do avião?
A investigação das causas do acidente está sendo conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB), através do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III).
Qual a situação da aeronavegabilidade do ultraleve antes do acidente?
Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da ANAC, a situação de aeronavegabilidade do ultraleve era considerada normal. Isso significa que a aeronave estava apta a voar conforme as regulamentações em vigor.
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Fonte: https://acordadf.com.br



















