Cloudflare: A espinha dorsal de sites e serviços online
A internet moderna depende de uma infraestrutura complexa, onde alguns serviços se destacam pela sua ampla utilização. Um desses pilares é a Cloudflare, uma empresa que fornece recursos essenciais para o funcionamento de inúmeros sites e ferramentas digitais ao redor do mundo.
Considerada fundamental para a operação de diversos serviços, a Cloudflare atende desde pequenas empresas até grandes redes sociais, como o X (Twitter), e plataformas de inteligência artificial (IA) de ponta. Mas afinal, o que exatamente a Cloudflare faz e como ela se tornou tão indispensável?
A Cloudflare se define como a “primeira nuvem de conectividade do mundo”, oferecendo uma plataforma unificada de rede, segurança e serviços para seus clientes. Seu produto mais conhecido é a rede de distribuição de conteúdo (CDN, Content Delivery Network), uma tecnologia que utiliza uma rede global de servidores para otimizar a entrega de conteúdo online.
Essa CDN funciona armazenando cópias de sites e serviços em diversos servidores espalhados pelo mundo. Quando um usuário acessa um site, a CDN entrega o conteúdo a partir do servidor mais próximo, resultando em tempos de carregamento mais rápidos e uma melhor experiência do usuário. A Cloudflare possui 330 locais ao redor do mundo para garantir essa otimização, reduzindo taxas de hospedagem e otimizando plataformas com alto tráfego. Estima-se que a Cloudflare atue como proxy de aproximadamente 20% da web, sem estar vinculada a um único provedor de nuvem.
Além da CDN, a Cloudflare oferece outros serviços importantes:
Serviços de DNS com tempo de resposta de 11 ms em média.
Ambiente completo de tecnologia da informação (TI) com ferramentas de otimização de desempenho.
Pacote de segurança unificada para proteger contra ameaças, incluindo ataques de IA e DDoS, além de proteger dados de clientes.
Plataforma para criar e implantar aplicativos full stack com armazenamento e rede integrados.
A história da Cloudflare começou em 2009, nos Estados Unidos, fundada por Matthew Prince, Lee Holloway e Michelle Zatlyn. A empresa surgiu do projeto Honey Pot, que tinha como objetivo monitorar e filtrar spam e outras ameaças digitais. A ideia inicial se expandiu a partir de conversas entre Matthew e Michelle, então estudantes de MBA em Harvard. Juntos, eles desenvolveram um plano de negócios que foi premiado na instituição.
O primeiro protótipo, desenvolvido principalmente por Lee, já continha a ideia de um firewall na nuvem, uma barreira de proteção para serviços online. Em 2009, a empresa recebeu seu primeiro financiamento e iniciou sua expansão. A Cloudflare ganhou popularidade rapidamente e, em 2019, levantou US$ 525 milhões em sua oferta pública inicial (IPO).
Matthew Prince permanece como gerente executivo da Cloudflare, enquanto Michelle Zatlyn é a chefe de operações (COO). Lee Holloway foi diagnosticado com demência frontotemporal e hoje recebe cuidados em casa.
As interrupções na Cloudflare causam grande impacto devido à sua função essencial de redirecionamento e conectividade. Uma falha nos servidores da Cloudflare pode comprometer o tráfego de sites e aplicativos, impedindo o acesso aos serviços. Embora essas falhas não sejam frequentes, a recente instabilidade em serviços de infraestrutura de nuvem global demonstra a dependência da internet em um número restrito de empresas. Incidentes semelhantes em provedores como Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure e Google Cloud também evidenciam como a concentração de serviços em poucos nomes pode gerar vulnerabilidades para toda a rede.
Fonte: www.tecmundo.com.br



















