Um incêndio atingiu a área da Blue Zone na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, forçando a evacuação do público e a suspensão temporária das atividades do evento, que se encontra em sua fase final de negociação. Não houve relatos de feridos.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, informou que as primeiras apurações indicam que o foco inicial do incêndio se localizou na área do estande da China. Ele ressaltou que as lonas utilizadas na estrutura do pavilhão possuem tratamento antichamas, o que contribuiu para evitar a propagação das chamas.
“Em breve vamos saber se os trabalhos recomeçarão aqui na Blue Zone ainda hoje ou a partir de amanhã”, declarou Sabino, complementando que o procedimento de evacuação foi realizado como medida padrão de segurança. “Precisamos ter uma perícia para identificar o que causou esse incidente”, acrescentou, reafirmando a ausência de feridos.
O governador do Pará, Helder Barbalho, comunicou através de suas redes sociais que o incêndio já foi controlado. “O incêndio na zona azul da COP30 está controlado! As equipes agiram rapidamente para evacuar a área e o Corpo de Bombeiros do Pará está trabalhando no rescaldo do fogo. A brigada foi acionada pela ONU Brasil, responsável pela gestão do espaço durante a conferência”, afirmou o governador.
A Blue Zone, área atingida pelo incidente, é o espaço oficial da conferência, administrado pela UNFCCC (sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima). É neste local que ocorrem as negociações técnicas e políticas entre os países participantes, além de plenárias, a Cúpula de Líderes e onde se encontram os pavilhões nacionais.
O acesso à Blue Zone é restrito a delegações oficiais, chefes de Estado, equipes da ONU, observadores credenciados, representantes de ONGs habilitadas e imprensa com credencial da ONU. É dentro dessa área que os governos apresentam suas posições de negociação, finalizam textos de decisão e debatem temas como financiamento climático, metas de emissões e os mecanismos de implementação do Acordo de Paris.
Fonte: forbes.com.br



















