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Tarifa Suspensa: EUA aliviam imposto sobre produtos do Brasil
O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão da sobretaxa de 40% que estava sendo aplicada a uma variedade de produtos importados do Brasil. A medida, que beneficia principalmente o setor do agronegócio brasileiro, foi formalizada pela Casa Branca e representa um alívio para os exportadores de diversos produtos, especialmente do setor agrícola.
Impacto Imediato da Decisão Americana
A suspensão da tarifa adicional já está em vigor para produtos que entraram em território americano a partir de 13 de novembro. Essa data coincide com um encontro importante entre o ministro das relações exteriores do Brasil e o secretário de Estado dos Estados Unidos, onde o tema das tarifas foi discutido. A revogação da tarifa é vista como um sinal positivo na relação comercial entre os dois países, mas não abrange todos os setores da economia brasileira.
Quais produtos foram beneficiados pela suspensão da tarifa?
A medida americana afeta positivamente diversos produtos do agronegócio brasileiro. Entre os principais itens que deixaram de ser tarifados com a alíquota de 40%, destacam-se:
- Carne bovina: todas as categorias do produto foram contempladas com a suspensão da tarifa.
- Café: grãos verdes, torrados e seus derivados estão isentos da sobretaxa.
- Frutas: uma ampla gama de frutas frescas, congeladas e processadas, incluindo laranja, banana, manga, abacaxi e açaí, também se beneficiam da medida.
- Cacau e derivados: produtos derivados do cacau, como chocolates e manteigas, também estão inclusos na suspensão.
- Especiarias: diversas especiarias, como pimenta, canela, cúrcuma e gengibre, foram contempladas.
- Raízes e tubérculos: a mandioca, entre outras raízes e tubérculos, também está na lista de produtos beneficiados.
- Sucos e polpas de frutas: sucos e polpas de diversas frutas agora podem ser exportados sem a incidência da tarifa adicional.
- Fertilizantes: ureia, nitratos, potássicos e fosfatados, importantes para a agricultura, também foram beneficiados.
Setor Industrial ainda enfrenta taxação
É importante ressaltar que a suspensão da tarifa não se estende ao setor industrial brasileiro. Produtos como máquinas, motores, calçados, móveis, café solúvel, pescados e mel continuam sujeitos à tarifa de 40%. Essa diferenciação tem gerado debates e discussões sobre a necessidade de ampliar a medida para outros setores da economia brasileira.
Reações do Setor Produtivo Brasileiro
A notícia da suspensão da tarifa foi recebida com entusiasmo por representantes do setor produtivo brasileiro. Dirigentes de entidades como o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manifestaram otimismo em relação aos impactos positivos da medida para os seus respectivos setores.
O que dizem os exportadores de café?
O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, classificou o decreto como um “presente de Natal antecipado”. Ele destacou que o café brasileiro estava perdendo espaço no mercado internacional para concorrentes como Colômbia e Vietnã devido à tarifa. A expectativa é que a suspensão da sobretaxa ajude o Brasil a reconquistar sua participação no mercado global e reduzir os impactos econômicos negativos.
A visão da indústria da carne
A Abiec emitiu uma nota à imprensa afirmando que a reversão da tarifa “reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira”. A entidade reforçou o compromisso de continuar trabalhando para ampliar as oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais.
Confederação Nacional da Indústria (CNI) se pronuncia
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a ordem executiva americana como um “avanço concreto”. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a decisão do governo americano de remover a tarifa de 40% para diversos produtos agrícolas brasileiros está alinhada com o papel do Brasil como um importante parceiro comercial dos Estados Unidos.
A importância da diplomacia, segundo a Fiemg
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, ressaltou a importância da diplomacia entre os países. Ele enfatizou que as negociações são o meio mais eficaz para reequilibrar o ambiente de negócios e proteger a indústria mineira, garantindo previsibilidade para os exportadores.
Fonte: https://acordadf.com.br



















