Pecuária Brasileira: Rumo a um Futuro Sustentável

O setor de pecuária no Brasil tem demonstrado avanços significativos em direção à sustentabilidade, impulsionados por inovações tecnológicas e práticas mais eficientes. A COP30 destacou a importância desses avanços, com três temas principais ganhando relevância: a recuperação de pastagens degradadas, a consolidação do selo Carne Baixo Carbono e as novas projeções sobre o potencial de redução de emissões até 2050.

A convergência desses temas aponta para uma pecuária brasileira que alia eficiência produtiva e sustentabilidade, transformando o setor em peça fundamental para um futuro mais verde, em vez de ser vista como vilã ambiental.

Recuperação de Pastagens Degradadas: Um Desafio e uma Oportunidade

O Brasil possui uma vasta área de pastagens, estimada em cerca de 95 milhões de hectares, que apresentam diferentes níveis de degradação. Desse total, uma parcela significativa, cerca de 18 milhões de hectares, ainda pode ser recuperada sem a necessidade de reformas drásticas. No entanto, aproximadamente 5 milhões de hectares estão em estado de degradação total, exigindo intervenções mais intensivas, como o revolvimento do solo e a semeadura.

A degradação das pastagens não apenas impacta a produtividade, mas também gera custos adicionais para os pecuaristas. Em 2024, estimou-se que o processo de degradação somou R$33,20 por arroba produzida, totalizando um prejuízo de R$26 bilhões para o setor.

Acordo Brasil-Japão: Uma Parceria Estratégica

Diante desse cenário, o acordo firmado entre Brasil e Japão na COP30 representa um passo importante para a recuperação das pastagens degradadas. O projeto, desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Embrapa, visa integrar dados de satélites japoneses, informações sobre a saúde do solo e análises econômicas para identificar áreas de pastagens em situação crítica e orientar sua recuperação.

A iniciativa busca transformar áreas improdutivas em sistemas produtivos e sustentáveis, sem a necessidade de expandir as fronteiras agrícolas. Para os produtores, isso significa ter acesso a ferramentas mais precisas para diagnosticar o solo, otimizar o investimento e adotar práticas que aumentem o ganho por área, fortalecendo a produtividade a longo prazo.

Selo Carne Baixo Carbono: Valorização e Reconhecimento

Outro avanço importante é o selo Carne Baixo Carbono, desenvolvido pela Embrapa, que certifica propriedades que atendem a 20 critérios mínimos para adesão. Esse selo tem o potencial de valorizar a produção e gerar retorno econômico para os produtores.

Dados da nova calculadora de carbono da Embrapa indicam que propriedades que adotam o protocolo podem reduzir em média 35% a intensidade das emissões. O modelo pode ser aplicado na maioria dos biomas brasileiros e já possui 700 fazendas mapeadas com potencial de adesão. A expansão do modelo já está prevista para outras cadeias, começando pela soja em 2026.

Além de reduzir as emissões, o protocolo fortalece a rastreabilidade, a transparência e a confiança do consumidor final, elementos cada vez mais valorizados no mercado.

Novas Projeções para o Setor: Um Futuro Promissor

As novas projeções para o setor de pecuária são animadoras. Um estudo apresentado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostra que, se mantido o ritmo atual de adoção de práticas eficientes, a pecuária brasileira pode reduzir em 79,9% as emissões de CO₂ por quilo de carne até 2050. Com medidas adicionais, como a recuperação acelerada de pastagens, essa redução pode chegar a 92,6%.

Esses resultados reforçam o aumento da produtividade no setor. De 1990 até hoje, a pecuária brasileira aumentou sua produtividade em 183%, ao mesmo tempo em que reduziu em 18% a área ocupada por pastagens. Esse avanço demonstra que a pecuária brasileira está evoluindo não apenas na redução de emissões, mas também no fortalecimento da produtividade e da competitividade.

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Perguntas Frequentes sobre a Pecuária Sustentável no Brasil

Quais são os principais desafios para a recuperação de pastagens degradadas no Brasil?

Os principais desafios incluem a identificação precisa das áreas degradadas, o alto custo de recuperação, a complexidade do processo e a necessidade de disseminação de tecnologias e práticas adequadas aos produtores.

Como o selo Carne Baixo Carbono pode beneficiar os produtores?

O selo Carne Baixo Carbono pode beneficiar os produtores ao valorizar sua produção, gerar retorno econômico, fortalecer a rastreabilidade e a transparência, e aumentar a confiança do consumidor final.

Quais são as perspectivas para a redução de emissões na pecuária brasileira até 2050?

As perspectivas são positivas, com projeções de redução de até 92,6% nas emissões de CO₂ por quilo de carne até 2050, caso sejam adotadas práticas eficientes e medidas adicionais, como a recuperação acelerada de pastagens.

Fonte: https://forbes.com.br

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