Em São Paulo, o Fórum pela Democracia realizou a 12ª edição do ato Direitos Já! – Em Defesa da Democracia e da Soberania Nacional, no Teatro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), o Tuca. O evento, ocorrido no Dia Internacional da Democracia, reuniu lideranças políticas de diversos partidos, representantes da sociedade civil, artistas, intelectuais, juristas e líderes religiosos.
O movimento Direitos Já!, criado em 2019, surgiu em resposta ao que foi considerado um período de escalada autoritária no Brasil. O movimento teve participação ativa na articulação da frente ampla que apoiou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
O idealizador e coordenador-geral do movimento, Fernando Guimarães Rodrigues, apresentou um manifesto em defesa da democracia, da soberania nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento também se posicionou contra a ingerência dos Estados Unidos no Brasil e expressou repúdio à anistia de indivíduos envolvidos em ataques ao regime democrático.
O manifesto propôs uma ampla mobilização das forças democráticas em prol da liberdade, dos direitos fundamentais e da soberania nacional, buscando garantir a proteção desses valores. Segundo o documento, pressões antidemocráticas de setores do governo norte-americano contra o Brasil seriam resultado de articulações da família Bolsonaro e de parlamentares aliados. O manifesto classifica como atos de traição a tentativas de pressionar o Congresso por anistia a condenados por ações golpistas e pela depredação de prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. O texto argumenta que anistiar quem violou as regras democráticas seria favorecer novos ataques ao regime.
O ministro do STF, Gilmar Mendes, em mensagem gravada, ressaltou o momento desafiador para a democracia brasileira, mas enfatizou a resiliência das instituições do país diante de ataques.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, classificou como traidores os envolvidos na tentativa de golpe e elogiou a atuação da Justiça ao condená-los. Alckmin criticou a atuação de pessoas que, mesmo fora do governo, continuariam a trabalhar contra os interesses do povo brasileiro, disseminando informações falsas para prejudicar o emprego e as empresas no Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



















