As bolsas europeias registraram um dia de perdas acentuadas, estendendo a tendência negativa da sessão anterior. O sentimento de cautela dominou os mercados, alimentado por receios de que os mercados acionários globais, particularmente os ligados à inteligência artificial (IA), possam estar sobrevalorizados. A proximidade da divulgação do balanço da Nvidia intensificou a apreensão entre os investidores.
O índice FTSE 100, de Londres, apresentou uma queda de 1,27%, fechando em 9.552,30 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,77%, atingindo 23.173,05 pontos. O CAC 40, de Paris, também sofreu um baque, com uma baixa de 1,86%, situando-se em 7.967,93 pontos. Milão viu seu FTSE MIB ceder 2,12%, para 42.838,64 pontos, enquanto Madri registrou a maior queda, com o Ibex 35 perdendo 2,28%, fechando em 15.804,60 pontos. Lisboa acompanhou o movimento de baixa, com o PSI 20 recuando 1,55%, para 8.118,98 pontos.
Dentro do índice Stoxx 600, os setores de bancos e mineradoras se destacaram entre os mais afetados, com perdas de 3,13% e 3,27%, respectivamente. O setor de luxo também sofreu um revés significativo, caindo 2,72%, enquanto o setor de tecnologia recuou 1,94%.
Analistas apontam que a aversão ao risco observada nos mercados globais reflete uma preocupação persistente sobre a sustentabilidade do crescimento impulsionado pela inteligência artificial. Paralelamente, a perspectiva de um possível corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro parece cada vez mais improvável, em meio a incertezas sobre a saúde da economia americana, o que contribui para o tom pessimista.
As tensões comerciais também exercem influência sobre o cenário. A União Europeia planeja implementar restrições às exportações de sucata de alumínio em 2026. Adicionalmente, a Nissan, montadora japonesa, anunciou que reduzirá sua produção de veículos devido a interrupções contínuas no fornecimento de chips pela Nexperia, empresa holandesa subsidiária da chinesa Wingtech.
No âmbito corporativo, a Novo Nordisk viu suas ações caírem 2,51%, após a farmacêutica dinamarquesa reduzir drasticamente os preços de seus medicamentos para obesidade. Em contrapartida, a Roche, empresa suíça do setor de saúde, apresentou um avanço de 6,79%, impulsionada por resultados positivos em um ensaio clínico de fase final para um medicamento experimental para câncer de mama. As ações da Amundi, empresa francesa de gestão de investimentos, recuaram 3,68% após o anúncio da aquisição de uma participação de quase 10% na Intermediate Capital Group, que, por sua vez, registrou um aumento de 4,5% em suas ações.
Fonte: www.infomoney.com.br


















