Fraude bilionária exposta: master e brb sob investigação por documentos falsos

Uma investigação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) revelou potenciais irregularidades na gestão do banco Master, centradas em uma suposta venda fraudulenta de carteiras de crédito inexistentes ao BRB, o banco público do Distrito Federal. O valor da transação sob suspeita atinge a cifra de R$ 12,2 bilhões. Para justificar o negócio, o banco Master é acusado de ter apresentado documentos falsos ao Banco Central.

A operação “Compliance Zero”, deflagrada nesta terça-feira, é resultado dessas apurações. A ação resultou na prisão de Daniel Vorcaro, que comandava o Master, e no afastamento de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, decisão tomada pouco depois de o Grupo Fictor manifestar interesse na compra da instituição.

O próprio Banco Central comunicou as suspeitas aos órgãos de investigação após a rejeição da compra do Master pelo BRB. Até o momento, o Banco Master não se pronunciou sobre as acusações.

Ao identificar o rombo no balanço do Master, o Banco Central determinou que o BRB revertesse a operação, visando a recuperação da liquidez e a reorganização do balanço do banco público. Essa medida foi imposta durante a análise da proposta de aquisição do Master pelo BRB.

A investigação aponta que o BRB transferiu aproximadamente R$ 12,2 bilhões ao Master no primeiro semestre de 2025, destinados à compra de carteiras de crédito, antes mesmo da formalização da intenção de compra do banco.

A análise do Banco Central revelou indícios de que essas carteiras de crédito eram fraudulentas, ou seja, não existiam na realidade.

Para sustentar a operação, documentos com datas retroativas a 2024 teriam sido produzidos. No entanto, a assinatura eletrônica presente nesses documentos datava de abril e maio de 2025, período em que o Banco Central solicitava informações sobre as transferências de recursos do BRB para o Master.

“A hipótese investigativa levantada é a de que a solução do Grupo Master para aportar recursos muito superiores à sua produção histórica, e que fossem capazes de cobrir o rombo de 12 bilhões, consistiu em se associar, ilicitamente, a uma Sociedade de Crédito Direto, com o objetivo de inflar seu patrimônio artificialmente, por meio da aquisição de carteiras de créditos inexistentes e revendê-las ao BRB”, consta na decisão judicial que autorizou a operação.

Os documentos fraudulentos supostamente continham informações de duas associações ligadas a Augusto Lima, também sócio de Vorcaro no banco Master. O objetivo seria simular a existência de carteiras de crédito consignado bilionárias.

Mesmo após a rejeição do negócio de compra do Master pelo BRB, os investigadores detectaram que o banco público do Distrito Federal continuou a transferir recursos para a instituição de Daniel Vorcaro. Diante disso, as autoridades concluíram que os crimes estavam em andamento, justificando a prisão preventiva de Vorcaro e de outros diretores do Master.

Fonte: www.infomoney.com.br

Related Posts

  • All Post
  • Cultura
  • Curiosidades
  • Economia
  • Esportes
  • geral
  • Notícias
  • Review
  • Saúde

Escreva um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template

© 2025 Tenho Que Saber Todos Os Direitos Reservados

Categorias

Tags