Meta fiscal de 2026 exige esforço para aprovação de medidas, aponta ifi

Cumprir as metas fiscais para 2026 exigirá do governo federal um esforço considerável, dependendo crucialmente da aprovação de medidas de arrecadação que tramitam no Congresso. É o que aponta relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI), divulgado nesta quarta-feira (19).

O cenário para 2026, ano eleitoral, considera os abatimentos legais e a estratégia de focar no limite inferior da margem de tolerância da meta fiscal. Para alcançar o equilíbrio, o governo precisará da aprovação de medidas capazes de aumentar a arrecadação anual em R$ 19 bilhões.

Um dos pontos cruciais é a aprovação, nas próximas semanas, de um projeto de lei (PL182/2025) que visa reduzir gastos tributários, eliminando algumas isenções de impostos. Adicionalmente, busca-se aumentar a tributação para compensar o fim da validade da Medida Provisória 1303, que previa recompor as perdas de arrecadação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

A proposta orçamentária em discussão no Congresso prevê o aumento de impostos sobre LCAs, LCIs, BETs e fintechs.

Apesar da perspectiva de cumprimento formal das regras, a IFI expressa cautela em relação à qualidade do ajuste fiscal. Para a instituição, o cenário atual está distante de um ajuste fiscal mais ambicioso, capaz de criar o ambiente necessário para estabilizar a dívida pública e retomar o investimento do governo central.

A IFI também alerta para o risco à credibilidade da política fiscal, mencionando a abertura constante de exceções para gastos. O mecanismo previsto no Arcabouço Fiscal, que deveria minimizar o impacto de despesas extras, estaria sendo usado de forma excessiva, fragilizando a regra.

A estratégia de buscar o limite inferior da meta de resultado primário, dentro da chamada banda de tolerância, também é alvo de ressalvas. A IFI aponta que essa prática aumenta os riscos em caso de choques que reduzam a receita ou aumentem a despesa, funcionando como um desvio em relação à meta original.

O relatório conclui que a inclusão de exceções e brechas ataca os sintomas, em vez das causas dos desequilíbrios, e pode prejudicar a função essencial das regras fiscais, que é ancorar as expectativas dos agentes econômicos.

Fonte: www.infomoney.com.br

Related Posts

  • All Post
  • Cultura
  • Curiosidades
  • Economia
  • Esportes
  • geral
  • Notícias
  • Review
  • Saúde

Escreva um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template

Nunca perca nenhuma notícia importante. Assine nossa newsletter.

You have been successfully Subscribed! Ops! Something went wrong, please try again.

© 2025 Tenho Que Saber Todos Os Direitos Reservados

Categorias

Tags