Sumário
ToggleExpectativas de crescimento econômico
A expectativa de crescimento econômico do Brasil, conforme projetado pela Organização das Nações Unidas (ONU), é de 2,0% para o ano de 2026. Esta previsão foi divulgada em um relatório recente, datado de 8 de novembro, e indica uma desaceleração quando comparada ao crescimento de 2,5% previsto para o ano anterior. Essa tendência de desaceleração é um ponto de preocupação, especialmente considerando que em 2024 o crescimento foi ainda mais robusto, alcançando 3,4%. A ONU tem monitorado de perto os indicadores econômicos globais e seus efeitos nas economias nacionais, com especial atenção às nuances que cercam o Brasil, um dos maiores países da América Latina.
Na atualização das suas projeções, a ONU manteve a expectativa de crescimento para 2026, mas ajustou para cima as previsões de 2025, incrementando-a em 0,7 ponto porcentual. Esta alteração sugere que o Brasil pode ter um desempenho melhor em 2025, com crescimento projetado superior a 2,0%, embora a média de crescimento na região da América Latina e do Caribe tenha sido de 2,4% no ano passado. A ONU observa que essa dinâmica coloca o Brasil em uma posição competitiva em relação a outros países da região, especialmente em 2025, ano em que as eleições presidenciais no Brasil podem influenciar as políticas econômicas e a confiança do mercado.
A ONU também destaca que os desafios econômicos enfrentados pelo Brasil estão interligados a fatores globais e locais. O relatório menciona que a economia global continua fragilizada devido a tensões geopolíticas e riscos financeiros que afetam a estabilidade econômica. A expectativa de uma desaceleração no crescimento brasileiro é atribuída em parte aos efeitos defasados do aperto monetário, que resultou em taxas de juros mais altas, impactando negativamente os investimentos no País. A postura fiscal do Brasil, descrita como 'moderadamente expansionista', pode ajudar a mitigar parte dos efeitos adversos dessa desaceleração, oferecendo um suporte necessário para estimular a economia.
Adicionalmente, a ONU aponta que as tarifas impostas recentemente pelos Estados Unidos sobre uma ampla gama de importações brasileiras também podem influenciar o crescimento econômico. No entanto, o impacto geral dessas tarifas é considerado limitado, uma vez que o mercado americano representa apenas cerca de 12% das exportações brasileiras. A recente mudança na política comercial dos Estados Unidos, que incluiu a revisão de tarifas sobre diversos produtos brasileiros, também é um fator que contribui para a resiliência da economia brasileira diante de desafios externos.
A previsão de crescimento da ONU sugere que o Brasil só deve retomar um ritmo de expansão mais acelerado com o novo governo que assumir após as eleições de 2026. Para 2027, a organização projeta um crescimento do PIB brasileiro de 2,3%, indicando uma recuperação gradual da economia. Isso sugere que o novo governo pode trazer políticas que favoreçam um ambiente econômico mais estável e propício ao crescimento, embora os desafios estruturais que o Brasil enfrenta ainda precisem ser abordados com seriedade.
Outro aspecto relevante destacado pela ONU são os desafios fiscais que o Brasil continua a enfrentar. A relação entre a dívida bruta do governo geral e o PIB ultrapassou 90% no ano passado, atingindo 91,4%, comparado a 87,3% em 2024. Este nível de endividamento é superior à média dos países em desenvolvimento, que viu sua relação dívida-PIB subir de 73% para 76,9% no mesmo período. A ONU alerta que desvios recentes do arcabouço fiscal, que incluem isenções fiscais temporárias, despesas acima do planejado e o uso de linhas de crédito extraordinárias, agravam a situação fiscal do País.
A análise da ONU sugere que, embora o Brasil tenha potencial para crescer em 2025, uma série de fatores internos e externos pode limitar esse crescimento nos anos seguintes. O cenário fiscal, que já é motivo de preocupação, pode se agravar se não houver um controle rigoroso das contas públicas. A relação entre a dívida e o PIB, que já é elevada, pode continuar a pressionar as políticas econômicas do País, exigindo que o governo atue com prudência para evitar um agravamento da situação fiscal.
Por fim, a ONU observa que o Brasil precisa de um comprometimento com reformas estruturais que enderecem questões fiscais e promovam um ambiente de negócios saudável. Isso não apenas ajudaria a estabilizar a economia, mas também poderia posicionar o País de forma mais competitiva no cenário global. As próximas eleições presidenciais, portanto, não serão apenas um marco político, mas também uma oportunidade crucial para redefinir as diretrizes econômicas que podem afetar o crescimento do País nos anos seguintes.
Desafios Fiscais e Perspectivas de Crescimento
Os desafios fiscais que o Brasil enfrenta são um fator crítico na avaliação das expectativas de crescimento econômico. O aumento da relação dívida-PIB para 91,4% é um sinal de alerta que pode impactar a capacidade do governo de investir em áreas fundamentais para o crescimento, como infraestrutura e educação. A gestão fiscal se torna, portanto, uma prioridade para garantir que o País possa não apenas crescer, mas também sustentar esse crescimento a longo prazo.
Além disso, as políticas fiscais e monetárias que serão implementadas pelo novo governo após as eleições de 2026 terão um papel fundamental na determinação do ritmo de crescimento econômico do Brasil nos anos seguintes. A capacidade de formular estratégias que abordem tanto os desafios imediatos quanto as necessidades de longo prazo será essencial para fortalecer a economia e aumentar a confiança dos investidores.
A interação entre os desafios fiscais e o crescimento econômico é complexa, e a forma como o governo aborda esses problemas pode ter repercussões significativas não apenas para os indicadores econômicos, mas também para o bem-estar da população. Portanto, as decisões tomadas nos próximos anos serão cruciais para moldar o futuro econômico do Brasil.
Comparação com anos anteriores
A análise da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, segundo as projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), revela uma trajetória de crescimento que, embora positiva, apresenta sinais de desaceleração em comparação com anos anteriores. Para o ano de 2026, a ONU estima um crescimento de 2,0% da economia brasileira, um valor que, se confirmado, indicará uma redução em relação ao crescimento de 2,5% projetado para 2025 e uma desaceleração significativa em relação ao crescimento de 3,4% observado em 2024. Essa tendência de desaceleração é um ponto de destaque nas análises econômicas recentes e reflete as complexidades do ambiente econômico global e as particularidades da economia brasileira.
Comparando as expectativas atuais com os dados anteriores, é importante considerar que a projeção de crescimento de 2025 foi revista para cima, aumentando em 0,7 ponto porcentual, o que sugere uma revisão otimista em relação ao desempenho econômico do Brasil no curto prazo. No entanto, essa perspectiva otimista para 2025 não é suficiente para desviar o foco da desaceleração esperada para 2026, que se alinha a um padrão de crescimento que já apresenta sinais de estagnação em relação aos anos anteriores.
Em um contexto mais amplo, a trajetória de crescimento do PIB brasileiro ao longo dos últimos anos tem sido marcada por flutuações significativas. Após um período de recessão, a economia brasileira começou a mostrar sinais de recuperação em 2021, quando o crescimento foi de 4,6%. Em 2022, o crescimento foi moderado, com uma taxa de 3,0%. A desaceleração continuou em 2023, com o PIB projetado para crescer 2,5%, indicando uma tendência de arrefecimento em comparação com os números de 2021 e 2022. Esta trajetória é um reflexo, entre outros fatores, das políticas econômicas adotadas, das condições externas e das expectativas de mercado.
Além disso, a ONU alerta para os desafios fiscais que o Brasil enfrenta, com a relação entre a dívida bruta do governo geral e o PIB superando 90% no ano passado. Esse índice, que atingiu 91,4% em 2024, é maior do que a média dos países em desenvolvimento, que viu sua relação dívida/PIB aumentar de 73% para 76,9% no mesmo período. A persistência desses desafios fiscais impacta diretamente a capacidade do governo de implementar políticas que estimulem o crescimento econômico. Assim, a trajetória do PIB brasileiro não pode ser analisada isoladamente, mas sim no contexto de uma série de fatores internos e externos que influenciam a economia.
Por outro lado, a ONU destaca que, apesar das dificuldades, o Brasil deve crescer mais do que a média da América Latina e do Caribe em 2025, cuja economia avançou 2,4% no ano passado. Essa comparação regional é crucial, pois coloca o Brasil em um contexto mais amplo e demonstra que, apesar dos desafios, ele mantém um desempenho relativamente melhor em relação a outros países da região em termos de crescimento econômico. No entanto, essa vantagem pode não se sustentar nos anos seguintes, com a previsão de que o Brasil perca espaço em comparação com seus vizinhos da América Latina até 2027.
As perspectivas de crescimento da economia brasileira também são afetadas pelos riscos geopolíticos e financeiros globais. A ONU observa que as tensões internacionais e os riscos associados a políticas monetárias mais restritivas têm criado um ambiente de incerteza que pode influenciar negativamente o investimento e a performance econômica do Brasil. A desaceleração projetada para 2026 é atribuída, em parte, aos efeitos defasados do aperto monetário, que elevou as taxas de juros em níveis não vistos há décadas, impactando diretamente o investimento e a capacidade de consumo das famílias.
No entanto, a ONU menciona que uma postura fiscal 'moderadamente expansionista' pode ajudar a compensar parcialmente essa desaceleração. Embora os desafios sejam significativos, a possibilidade de medidas governamentais que incentivem o crescimento pode gerar um efeito positivo no curto e médio prazo, preparando o terreno para uma recuperação mais robusta sob um novo governo. Assim, a expectativa de crescimento do PIB em 2027, que é projetada em 2,3%, pode indicar que o Brasil começará a retomar um ritmo mais acelerado de crescimento após as eleições presidenciais.
Ademais, as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre uma ampla gama de importações brasileiras, que podem impactar o comércio, também foram mencionadas como um fator de pressão adicional sobre a economia do Brasil. Apesar disso, a ONU ressalta que o impacto geral deve ser limitado, já que os EUA representam apenas cerca de 12% das exportações brasileiras. Essa realidade aponta para a resiliência da economia brasileira, que, apesar das adversidades, mantém um potencial considerável de crescimento em um cenário global desafiador.
Em suma, as projeções da ONU para o PIB do Brasil nos próximos anos revelam uma trajetória de crescimento que, embora positiva, é marcada por uma desaceleração em relação a períodos anteriores. A combinação de desafios fiscais, tensões geopolíticas e políticas monetárias restritivas apresenta um cenário complexo para a economia brasileira. Entretanto, a possibilidade de uma recuperação em um novo governo e a expectativa de que o Brasil cresça mais do que a média da região em 2025 oferecem um vislumbre de esperança em meio às incertezas econômicas. O acompanhamento atento das políticas econômicas e do ambiente global será crucial para determinar o futuro desempenho econômico do país.
Desafios fiscais e inflação
Os desafios fiscais e a inflação são temas de grande relevância para a economia brasileira, especialmente à medida que o país se aproxima de um ciclo eleitoral em 2026. A Organização das Nações Unidas (ONU) destacou, em seu último relatório, a necessidade de enfrentar essas questões para garantir um crescimento sustentável da economia. A relação entre a dívida bruta do governo geral e o PIB do Brasil ultrapassou 90% no ano passado, atingindo 91,4%, um aumento significativo em relação aos 87,3% registrados em 2024. Essa relação é alarmante, pois supera a média dos países em desenvolvimento, que viu sua dívida bruta subir de 73% para 76,9% no mesmo período. Portanto, é essencial que o Brasil encontre formas de controlar e reduzir essa dívida, principalmente em um cenário de crescimento econômico moderado projetado para os próximos anos.
A ONU também apontou que desvios recentes do arcabouço fiscal estão contribuindo para a deterioração da situação financeira do país. Isenções fiscais temporárias, despesas que estão além das previsões e o uso de linhas de crédito extraordinárias têm exacerbado a situação fiscal. Esses fatores são preocupantes, pois não apenas comprometem a capacidade do governo de investir em áreas essenciais, mas também aumentam a incerteza econômica, o que pode afastar investimentos externos e enfraquecer a confiança do consumidor.
A inflação, que já é uma preocupação para a economia brasileira, pode ser alimentada por esses desafios fiscais. O aumento da dívida pública e o déficit fiscal podem levar a um aumento das taxas de juros, o que, por sua vez, encarece o crédito e desestimula o investimento. A ONU alerta que a desaceleração econômica projetada para os próximos anos reflete os efeitos defasados do aperto monetário, um fenômeno que já se faz sentir em várias economias ao redor do mundo. O aumento das taxas de juros a níveis mais altos em décadas está pesando sobre os investimentos, dificultando a recuperação econômica do Brasil.
As tensões geopolíticas e os riscos financeiros globais também contribuem para um ambiente econômico mais frágil. A ONU menciona como ventos contrários adicionais as tarifas recentemente impostas pelos Estados Unidos sobre uma ampla gama de importações brasileiras, que podem impactar negativamente as exportações do Brasil. Contudo, o impacto geral é considerado limitado, uma vez que os EUA representam apenas cerca de 12% das exportações brasileiras, e a administração Trump já demonstrou disposição para rever a taxação em diversos segmentos da pauta exportadora do Brasil.
No entanto, a perspectiva de uma postura fiscal 'moderadamente expansionista' pode ajudar a compensar parcialmente a desaceleração econômica esperada. Essa abordagem pode permitir que o governo brasileiro continue a investir em áreas essenciais, como infraestrutura e educação, que são fundamentais para o crescimento a longo prazo.
A relação entre o crescimento econômico e a política fiscal é complexa. A expansão econômica geralmente gera mais receitas para o governo, o que pode ajudar a reduzir a dívida pública. No entanto, se o crescimento não for suficiente para cobrir os aumentos nos gastos, a dívida continuará a crescer. Portanto, é crucial que o Brasil implemente reformas fiscais que promovam um maior equilíbrio entre receitas e despesas.
O cenário fiscal do Brasil no próximo governo será um dos principais fatores que determinarão a trajetória econômica do país. A ONU projeta que o Brasil só voltará a acelerar o ritmo de expansão no próximo governo, prevendo um crescimento de 2,3% em 2027. Isso ressalta a importância de uma gestão fiscal prudente nos próximos anos, especialmente em um contexto de incertezas políticas e econômicas.
Além disso, a previsão de crescimento do Brasil em 2025, que deve ser superior à média da América Latina e do Caribe, indica que há potencial para recuperação econômica, desde que os desafios fiscais sejam adequadamente enfrentados. A média de crescimento para a região foi de 2,4% no ano passado, mas o Brasil deverá crescer em um ritmo maior apenas em 2025, quando se espera que os investimentos e a confiança dos consumidores comecem a se recuperar gradualmente.
Contudo, a expectativa de que o Brasil cresça mais que o México e a América Central em 2025, 2026 e 2027 pode ser ofuscada se os problemas fiscais não forem resolvidos. A perda de vigor econômico prevista para 2027 indica que a sustentabilidade do crescimento dependerá de ações concretas para estabilizar a situação fiscal e reduzir a dívida pública.
Portanto, a combinação de desafios fiscais e inflação apresenta um cenário desafiador para a economia brasileira. A capacidade do governo de implementar reformas fiscais e controlar a inflação será crucial para garantir um ambiente econômico estável e propício ao crescimento. O próximo governo enfrentará a tarefa monumental de equilibrar as contas públicas enquanto promove o desenvolvimento econômico e social do país.
Expectativas para o futuro
As projeções econômicas da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Brasil indicam um crescimento moderado de 2,0% em 2026, ano que coincide com as eleições presidenciais no país. Essa expectativa, divulgada em um relatório recente, reflete uma desaceleração em comparação ao crescimento estimado de 2,5% para 2025 e 3,4% em 2024. Tais números revelam a necessidade de uma análise mais profunda sobre os fatores que influenciam essa tendência.
A ONU manteve a expectativa de crescimento para 2026, mas aumentou em 0,7 ponto percentual a projeção para 2025. Essa atualização reflete não apenas as condições internas do Brasil, mas também o cenário global, que tem se mostrado incerto devido a tensões geopolíticas e riscos financeiros. A entidade destaca que essas pressões externas podem fragilizar a economia global, impactando, por consequência, a economia brasileira.
O relatório da ONU aponta que a desaceleração projetada para o Brasil é em grande parte resultado dos efeitos defasados do aperto monetário, que levou as taxas de juros a patamares elevados, afetando diretamente o investimento no país. A política fiscal, embora moderadamente expansionista, deve ajudar a compensar parcialmente essa desaceleração, mas não é suficiente para evitar um crescimento mais lento nos próximos anos.
Além disso, a ONU menciona que tarifas recentemente impostas pelos Estados Unidos, que podem chegar até 50% sobre uma variedade de importações brasileiras, surgem como um vento contrário adicional para a economia do Brasil. Contudo, a entidade avalia que o impacto geral dessas tarifas será limitado, uma vez que os EUA representam apenas cerca de 12% das exportações brasileiras. A recente reversão do governo Trump em relação a algumas tarifas também contribui para essa avaliação mais otimista.
A previsão da ONU sugere que o Brasil poderá experimentar um aumento no ritmo de crescimento econômico somente com a chegada de um novo governo, projetando um crescimento de 2,3% para 2027. Essa expectativa implica uma recuperação gradual, mas ainda assim insuficiente para reverter os efeitos de anos anteriores de crescimento moderado.
Comparando as projeções do Brasil com a média da América Latina e do Caribe, a ONU observa que o Brasil deve crescer mais em 2025, com uma taxa de 2,4%, superando a média regional. No entanto, as previsões indicam que, nos anos subsequentes, o Brasil poderá enfrentar um crescimento inferior ao da região. Essa dinâmica sugere um desafio contínuo para o país, que precisa não apenas manter um crescimento estável, mas também aumentar sua competitividade em um cenário global em mudança.
A relação entre a dívida bruta do governo e o PIB brasileiro ultrapassou 90% no ano passado, atingindo 91,4%, o que representa um aumento significativo em relação a 87,3% em 2024. Essa relação é um dos principais desafios fiscais que o Brasil enfrenta, superando a média dos países em desenvolvimento, que também apresentou um aumento na relação dívida/PIB, mas em níveis inferiores, passando de 73% para 76,9%.
A ONU ressalta que desvios recentes do arcabouço fiscal, como isenções fiscais temporárias e despesas acima do planejado, têm contribuído para agravar a situação fiscal do país. Essa realidade exige uma atenção redobrada por parte das autoridades brasileiras, que devem buscar uma maior disciplina fiscal para evitar que a situação se torne insustentável.
Em suma, as expectativas para o futuro econômico do Brasil, conforme projetadas pela ONU, revelam um cenário complexo, marcado por desafios internos e externos. O crescimento moderado previsto para 2026 e 2027 coloca em evidência a necessidade de reformas estruturais que possam impulsionar a economia e garantir um crescimento sustentável. As escolhas políticas e econômicas que serão feitas nas próximas eleições presidenciais poderão ter um impacto significativo na trajetória futura do país.
Por fim, a ONU conclui que, para o Brasil voltar a acelerar seu crescimento, é imprescindível uma combinação de estabilidade política, responsabilidade fiscal e condições favoráveis no cenário internacional. O futuro econômico do Brasil dependerá, portanto, da capacidade do novo governo de implementar políticas que promovam a confiança dos investidores e estimulem o crescimento econômico de forma sustentável e inclusiva.
Desafios fiscais e perspectivas de crescimento
Os desafios fiscais que o Brasil enfrenta são significativos e merecem destaque. A relação dívida/PIB, que ultrapassa 90%, é um indicador preocupante que limita a capacidade do governo de investir em áreas essenciais e de promover crescimento econômico. A manutenção de uma política fiscal responsável será crucial para que o país consiga não apenas estabilizar sua economia, mas também criar um ambiente propício ao investimento e ao crescimento.
Além disso, a projeção de crescimento mais baixa em 2026 e 2027 do que a média da América Latina e do Caribe levanta questões sobre a competitividade do Brasil na região. A capacidade de lidar com as pressões externas e internas será determinante para que o Brasil não apenas mantenha seu crescimento, mas também se posicione de forma competitiva frente a outros países da América Latina.
Impacto das políticas externas
As tarifas impostas pelos Estados Unidos e suas possíveis implicações para as exportações brasileiras são um fator que não pode ser ignorado. Apesar de a ONU considerar que o impacto será limitado, a dependência de mercados externos para a economia brasileira torna necessário que o país busque diversificar suas parcerias comerciais e reduzir sua vulnerabilidade a decisões políticas de outras nações.
A recuperação econômica do Brasil também está interligada às condições globais, e um cenário geopolítico instável pode impactar negativamente as expectativas de crescimento. Portanto, uma abordagem proativa nas relações internacionais pode ser uma estratégia eficaz para mitigar riscos e buscar novas oportunidades de crescimento.
Fonte: https://www.infomoney.com.br

















