Pré-mercado: inflação de 2025 abaixo do teto da meta, aponta relatório focus

A mais recente edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (17), revela uma redução na expectativa de inflação para 2025, agora projetada em 4,46%. O índice está abaixo dos 4,55% esperados na semana anterior e dos 4,70% previstos há quatro semanas. Este é o primeiro ano em que o Focus projeta uma inflação para 2025 abaixo do teto da meta, estabelecido em 4,50%.

Apesar da projeção animadora, especialistas recomendam cautela na análise dos dados. A diferença entre a expectativa e o limite máximo da meta é de apenas 0,04 ponto percentual, e trata-se de uma projeção, não de um número consolidado. O principal impacto dessa expectativa de inflação mais baixa reside no potencial reforço das apostas em um corte de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em um futuro próximo.

Na última reunião, realizada no início de novembro, o Copom optou por manter a taxa de juros em 15% ao ano, conforme amplamente esperado. A ata da reunião indicou que não se esperam aumentos na taxa, mas também não sinalizou a possibilidade de cortes. No entanto, com a melhora nas expectativas de inflação, investidores aguardam sinais mais claros sobre uma possível redução da Selic.

Nos Estados Unidos, após o período de paralisação do governo, a semana marca o retorno gradual da divulgação de indicadores econômicos. Na quinta-feira (20), enquanto o mercado brasileiro estará fechado devido ao feriado do Dia da Consciência Negra, será divulgado o nível de emprego não-agrícola referente ao mês de outubro.

O número de setembro não foi divulgado. O Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) comunicou que poderá divulgar o número de empregos não agrícolas com base em pesquisa de estabelecimentos, embora a taxa de desemprego da pesquisa domiciliar não estará disponível.

Os dados oficiais mais recentes, referentes a agosto, apontaram para um aumento de 22.000 empregos e uma taxa de desemprego de 4,3%. Dados alternativos, provenientes de fontes privadas como o relatório da ADP, indicaram a criação de 42.000 empregos no setor privado em outubro, superando as expectativas.

Esses números são considerados cruciais para os investidores, que buscam traçar cenários para a política monetária americana. No dia 29 de outubro, ocorreu a penúltima reunião do ano do Federal Open Market Committee (Fomc). Conforme esperado, o Fomc reduziu as taxas de juros americanas em 0,25 ponto percentual, fixando-as na faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano.

Em coletiva de imprensa, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (FED), afirmou que a possibilidade de um novo corte de juros na última reunião do ano, agendada para dezembro, não é garantida e dependerá dos números de emprego. Daí a importância da divulgação do indicador.

No radar de indicadores, o mercado aguarda a divulgação do Relatório Focus no Brasil e o índice IBC-Br referente ao mês de outubro. O índice anterior registrou +0,40%. Nos Estados Unidos, a semana não apresenta indicadores relevantes.

Fonte: forbes.com.br

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