Bamerindus, santos e cruzeiro do sul: passado de bancos resgatados pelo fgc

A recente liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central evoca memórias de outras instituições financeiras que enfrentaram destinos semelhantes, culminando em sua transformação em massa falida.

O auxílio financeiro que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deverá conceder neste caso se configura como o maior resgate já registrado na história do Brasil. Estimativas do FGC apontam para cerca de 1,6 milhão de credores do Banco Master, com depósitos e investimentos elegíveis a um pagamento de garantia que totaliza aproximadamente R$ 41 bilhões.

Relembre alguns casos marcantes de instituições bancárias brasileiras que, em tempos passados, não conseguiram evitar a quebra.

O Bamerindus, outrora o segundo maior banco privado do país durante a década de 1990, viu sua trajetória declinar em 1995, quando precisou recorrer a empréstimos de outros bancos para se manter à tona. Em 1997, com um patrimônio líquido negativo de R$ 4,2 bilhões, o Banco Central interveio e transferiu o controle acionário para o HSBC. A liquidação extrajudicial foi decretada no ano seguinte. O processo só chegou ao fim 16 anos depois, com a entrada do banco de investimentos BTG Pactual. Em janeiro de 2013, o BTG Pactual anunciou um pagamento de R$ 418 milhões, divididos em cinco parcelas anuais, para adquirir o espólio do Bamerindus e de suas subsidiárias. Mesmo assim, o Fundo Garantidor de Crédito precisou desembolsar R$ 3,5 bilhões em maio de 2014 para sanar o rombo financeiro do banco.

O Banco Santos, fundado pelo ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, também sofreu intervenção do Banco Central em novembro de 2006. Durante o processo de investigação, fiscais identificaram fraudes e indícios de crimes contra o sistema financeiro. Na época da intervenção, o rombo estimado era de aproximadamente R$ 703 milhões. Em maio do ano seguinte, as apurações revelaram um prejuízo de R$ 2,236 bilhões, resultado de fraudes e má gestão. A liquidação extrajudicial do banco foi então decretada. O Banco Central descobriu o valor final ao constatar que algumas operações de crédito haviam sido quitadas por meio da compra de debêntures de empresas não financeiras ligadas ao Banco Santos. Contudo, na contabilidade do banco, as operações ainda constavam como créditos a receber, dando uma falsa impressão de saúde financeira.

O Banco Cruzeiro do Sul, que chegou a atuar como agente do BNDES e dealer oficial do Banco Central para negociação de títulos do Tesouro Nacional, começou a enfrentar problemas em 2011, com dificuldades de captação e rebaixamento de sua classificação de risco. Em 2012, o Banco Central interveio na instituição e constatou um rombo de R$ 1,3 bilhão e um patrimônio líquido negativo de R$ 150 milhões, provocados por créditos fictícios. Após tentativas frustradas de negociar a venda do banco, inclusive com o Santander, o Cruzeiro do Sul teve sua liquidação extrajudicial decretada. A falência foi oficialmente decretada em 2015 pela 2ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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