Sumário
ToggleO governo federal brasileiro está considerando a concessão de incentivos fiscais para a realização da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027, que será sediada no Brasil. O Ministério da Fazenda confirmou que a análise da isenção de tributos está em andamento, seguindo um pedido formal da Federação Internacional de Futebol (FIFA).
Essa análise se inspira em precedentes estabelecidos durante a Copa do Mundo de 2014, onde legislações semelhantes foram implementadas. O objetivo é facilitar a realização do evento, proporcionando um ambiente fiscal mais favorável.
Mudanças na legislação
A proposta de isenção tributária deve ser acompanhada de uma nova versão da Lei Geral da Copa, que está sendo elaborada pelo Ministério do Esporte. Essa legislação é crucial, pois estabelece as regras sobre as atribuições dos organizadores, segurança do evento, exclusividade comercial e uso de direitos de imagem durante a competição.
O Ministério da Fazenda, no entanto, enfatizou que ainda não há detalhes concretos sobre a proposta, uma vez que o tema permanece em análise. O processo de aprovação de legislações específicas para grandes eventos esportivos é uma prática comum e faz parte dos compromissos assumidos durante a candidatura do Brasil para sediar o evento.
Exigências da FIFA
A FIFA apresentou ao governo brasileiro uma lista de exigências, das quais se destacam as isenções tributárias sobre receitas da entidade e serviços de transmissão. Além disso, a FIFA solicitou que os incentivos fossem ajustados de acordo com as normas da reforma tributária sobre o consumo, garantindo que bens e serviços relacionados à competição não sejam onerados por tributos.
Outro ponto importante levantado pela FIFA é a solicitação para que as restrições da lei eleitoral não sejam aplicadas durante o evento. Em anos eleitorais, como será o caso em 2026, a legislação brasileira proíbe a concessão de benefícios públicos. Essa questão foi abordada anteriormente, quando o Supremo Tribunal Federal validou a Lei da Copa de 2014, que incluiu isenções fiscais, apesar de críticas de alguns juízes.
Impactos das renúncias fiscais
A experiência de eventos anteriores como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de 2016 levanta preocupações sobre os impactos das renúncias fiscais. Durante a Copa de 2014, as isenções concedidas resultaram em uma renúncia fiscal superior a R$ 1 bilhão, conforme relatado pelo Tribunal de Contas da União. Já na Olimpíada do Rio, a perda estimada chegou a R$ 3,8 bilhões.
O governo brasileiro defende que o fluxo de turistas e o aquecimento do setor de serviços durante a Copa podem parcialmente compensar essa perda de receitas. No entanto, a implementação de feriados durante o evento pode impactar negativamente o saldo final, devido à redução de arrecadação em outras áreas.
Contexto fiscal do governo
Esse debate sobre isenções fiscais para a Copa de 2027 ocorre em um contexto mais amplo de esforços do governo federal para reduzir as renúncias fiscais. No final do ano passado, medidas foram aprovadas com o objetivo de aumentar a arrecadação em R$ 22,4 bilhões até 2026 e reequilibrar as contas públicas.
Cidades-sede da Copa do Mundo Feminina
A Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027 está programada para ocorrer entre junho e julho, contando com a participação de 31 seleções. As partidas serão disputadas em oito cidades brasileiras: Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza. A maior parte da infraestrutura necessária para o evento será baseada nas instalações já construídas para a Copa de 2014.
A realização deste evento é vista como uma oportunidade para o Brasil não apenas promover o futebol feminino, mas também para gerar um impacto econômico positivo, estimulando o turismo e setores relacionados ao comércio e serviços.
Expectativas para o evento
A expectativa em torno da Copa do Mundo Feminina de 2027 é alta, especialmente considerando o crescimento do interesse pelo futebol feminino em todo o mundo. O evento representa não apenas uma chance de destacar o talento das atletas, mas também uma oportunidade para o Brasil reafirmar sua posição como um importante destino de eventos esportivos internacionais.
Conclusão
A análise da possibilidade de isenção de tributos pelo governo federal para a Copa do Mundo Feminina de 2027 destaca a complexidade e a importância de eventos esportivos de grande escala no Brasil. Com um histórico de isenções fiscais e a necessidade de equilibrar as contas públicas, o governo enfrenta o desafio de atender às exigências da FIFA enquanto busca minimizar o impacto financeiro para os cofres públicos.
FAQ
Quais cidades sediarão a Copa do Mundo Feminina de 2027?
As partidas ocorrerão em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza.
Qual é a expectativa do governo em relação às isenções tributárias?
O governo está avaliando a possibilidade de concessão de isenções tributárias, com base em precedentes de eventos anteriores, como a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Quais foram os impactos das isenções fiscais em eventos passados?
As isenções fiscais em eventos anteriores resultaram em perdas significativas na arrecadação, com a Copa de 2014 gerando uma renúncia fiscal superior a R$ 1 bilhão e a Olimpíada do Rio com uma perda estimada de R$ 3,8 bilhões.
Quando ocorrerá a Copa do Mundo Feminina de 2027?
A Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027 está programada para acontecer entre junho e julho desse ano.


















