Sumário
ToggleA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento para o Alzheimer, com o objetivo de retardar a progressão dos sintomas em pacientes com demência leve. O medicamento, denominado Leqembi, é também conhecido como lecanemabe e consiste em um anticorpo monoclonal que atua diretamente contra as placas beta-amiloides, um dos principais marcadores da doença.
A aprovação do registro do Leqembi ocorreu em 22 de dezembro, e agora o medicamento aguarda o laboratório responsável para iniciar sua comercialização no Brasil.
Mecanismo de Ação do Leqembi
O funcionamento do Leqembi é centrado na sua capacidade de combater o acúmulo de placas beta-amiloides no cérebro. Essas placas são conhecidas por desempenharem um papel crucial na progressão da doença de Alzheimer, contribuindo para o surgimento de sintomas cognitivos e dificuldades funcionais que afetam a qualidade de vida dos pacientes.
A eficácia do medicamento foi demonstrada em um estudo abrangente que envolveu quase 1.800 voluntários diagnosticados com Alzheimer em estágio inicial. Os resultados do estudo indicaram que os pacientes que receberam o tratamento com lecanemabe apresentaram um comprometimento cognitivo menor em comparação com aqueles que foram tratados com um placebo.
Administração e Tratamento
O Leqembi é administrado por via intravenosa, com infusões programadas a cada duas semanas. Cada sessão de infusão tem duração aproximada de uma hora. Essa forma de administração é um aspecto importante, pois permite que o medicamento atue de forma contínua e eficaz na redução das placas beta-amiloides.
A introdução do Leqembi no mercado brasileiro representa um avanço significativo no tratamento da doença de Alzheimer, pois não se limita apenas a aliviar os sintomas, mas também atua em uma das causas subjacentes da doença.
Expectativas e Limitações
É fundamental que tanto pacientes quanto profissionais de saúde mantenham expectativas moderadas em relação ao Leqembi. Embora o medicamento tenha mostrado eficácia em retardar a progressão da doença, ele não é uma cura e não impede o avanço completo da condição. O principal benefício do tratamento é proporcionar aos pacientes mais tempo de qualidade de vida, sem o desenvolvimento rápido de sintomas incapacitantes.
Elegibilidade para o Tratamento
O uso do Leqembi é indicado para pacientes que apresentam um leve declínio cognitivo e demência leve decorrente do Alzheimer, estando, portanto, em fase inicial da doença. Para ser elegível ao tratamento, o paciente deve ter a patologia amiloide confirmada através de exames e não deve ser portador (ou deve ser heterozigoto) do alelo ε4 da apolipoproteína E (ApoE ε4).
A decisão sobre o tratamento deve ser sempre feita com base em uma avaliação médica cuidadosa, considerando as características individuais de cada paciente.
Considerações Finais
Com a aprovação do Leqembi, novos horizontes se abrem para o tratamento do Alzheimer no Brasil, permitindo que pacientes e familiares tenham acesso a uma opção terapêutica que vai além do tratamento dos sintomas. O acompanhamento médico será essencial para garantir que os pacientes que se enquadrem nos critérios de elegibilidade possam se beneficiar desse novo medicamento.
FAQ sobre o Leqembi
O que é o Leqembi?
Leqembi é um medicamento recentemente aprovado pela Anvisa para o tratamento do Alzheimer, especificamente para retardar a progressão da doença em pacientes com demência leve.
Como o Leqembi atua no organismo?
O Leqembi atua combatendo o acúmulo de placas beta-amiloides no cérebro, que são um dos fatores que contribuem para a progressão do Alzheimer.
Qual é a forma de administração do Leqembi?
O medicamento é administrado por via intravenosa, com infusões realizadas a cada duas semanas.
Quem pode utilizar o Leqembi?
O Leqembi é indicado para pacientes com declínio cognitivo leve e demência leve, desde que tenham a patologia amiloide confirmada e não sejam portadores do alelo ε4 da ApoE.
Fonte: https://saude.abril.com.br


















