A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, sob controle republicano, agendou para terça-feira uma votação crucial que visa a divulgação dos arquivos do Departamento de Justiça relacionados a Jeffrey Epstein, o falecido criminoso sexual. A decisão surge após uma reviravolta inesperada de Donald Trump, que anteriormente se opunha à medida, causando tensão com alguns de seus aliados mais fervorosos.
A votação, agora praticamente garantida de ser bem-sucedida após o recuo de Trump, encaminhará uma resolução ao Senado para análise. A resolução exige a divulgação de todos os materiais não confidenciais referentes a Epstein.
Trump, que admitiu ter sido amigo de Epstein no passado, mas alegou um desentendimento posterior, tem alimentado teorias da conspiração em torno do financista. A questão se tornou um ponto sensível para o ex-presidente, com pesquisas indicando que apenas uma minoria de republicanos aprovava sua gestão do caso.
O ex-presidente já havia declarado não ter ligações com os crimes atribuídos a Epstein e, mais recentemente, começou a se referir à questão como uma “farsa democrata”.
Mike Johnson, presidente da Câmara dos Deputados, resistiu por meses a uma iniciativa liderada pelo deputado republicano Thomas Massie, que obteve assinaturas suficientes para forçar a votação da resolução.
A oposição inicial de Trump azedou seu relacionamento com a deputada republicana Marjorie Taylor Greene, uma de suas maiores apoiadoras no Congresso, que expressou repetidamente sua frustração com a falta de transparência do Departamento de Justiça sobre o caso Epstein.
A mudança de postura de Trump no domingo, com a declaração de que “os republicanos da Câmara devem votar a favor da divulgação dos arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder”, provavelmente resultará em um forte apoio entre os republicanos, que detêm a maioria na Câmara. Os democratas também já sinalizaram apoio à medida.
Ainda não está claro se o Senado, liderado pelos republicanos, dará prosseguimento à questão após a votação na Câmara. O gabinete do líder da maioria no Senado, John Thune, não se pronunciou sobre o assunto.
Fonte: www.infomoney.com.br


















