No Dia Mundial e Nacional do Diabetes, autoridades de saúde do Distrito Federal alertam para a prevalência da doença e a importância do diagnóstico precoce. Estima-se que 12% da população do DF, o que corresponde a aproximadamente 200 mil pessoas, convivem com o diabetes. Uma parcela significativa desse grupo pode desconhecer sua condição, especialmente nos casos de diabetes tipo 2, que frequentemente se manifesta de forma silenciosa.
A demora no diagnóstico é uma preocupação constante, pois aumenta o risco de complicações graves a longo prazo, incluindo doenças cardiovasculares, problemas de visão, insuficiência renal e amputações.
“O diabetes é, basicamente, um excesso de açúcar circulando no sangue”, explica a endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base. “Isso pode ocorrer porque o corpo produz pouca insulina ou porque não consegue usar bem a insulina que produz. O problema é que, no tipo 2, esse processo se desenvolve de forma lenta. A pessoa pode seguir a rotina normalmente, sem perceber que algo está errado”.
Segundo a especialista, o corpo pode se adaptar gradualmente aos altos níveis de açúcar, dificultando a identificação da doença em seus estágios iniciais. Os sintomas clássicos, como sede excessiva, micção frequente, perda de peso inexplicável e fadiga, geralmente surgem quando a doença já está em um estágio mais avançado.
Existem dois tipos principais de diabetes: o tipo 1, caracterizado pela ausência de produção de insulina pelo organismo, e o tipo 2, associado à resistência à insulina, onde o corpo não utiliza o hormônio de maneira eficiente. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que geralmente se manifesta na infância ou adolescência, enquanto o tipo 2 está mais ligado a fatores como histórico familiar, obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares, sendo mais comum em adultos.
O diagnóstico é realizado através de exames de sangue, como a glicemia em jejum, a hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância à glicose. A endocrinologista ressalta que esses exames são acessíveis e estão disponíveis na rede pública de saúde. O diabetes também pode surgir durante a gravidez, uma condição conhecida como diabetes gestacional, que requer acompanhamento médico constante para garantir a saúde da mãe e do bebê.
Embora o diabetes tipo 1 não possa ser prevenido, o tipo 2 pode ser evitado através da adoção de um estilo de vida saudável. Isso inclui uma dieta equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle do peso corporal e exames médicos de rotina. A conscientização e a prevenção são as melhores formas de combater a doença e garantir uma vida saudável. É fundamental procurar atendimento médico caso apresente sintomas como sede excessiva, fome constante, necessidade de urinar com frequência, cansaço persistente e emagrecimento sem causa aparente.
Fonte: jornaldebrasilia.com.br


















