A atual temporada da Fórmula 1 tem testado a paciência dos fãs da Ferrari. A expectativa de redenção, impulsionada pela chegada de Lewis Hamilton e a promessa de um carro quase totalmente novo em 2025, transformou-se em uma sequência de desapontamentos.
A equipe ainda não conquistou nenhuma vitória nesta temporada. A última ocorreu no GP do México, em outubro de 2024, com Carlos Sainz, antes de sua saída para dar lugar ao heptacampeão.
Após um abandono duplo no GP de São Paulo, Charles Leclerc e Hamilton foram criticados pelo presidente da Ferrari, John Elkann. Ele enfatizou a necessidade de os pilotos priorizarem a equipe, com a meta de alcançar o segundo lugar no campeonato de construtores, agora mais distante devido à vantagem de 36 pontos da Mercedes.
Apesar das alegações de melhorias no carro, o SF-25 tem demonstrado fragilidades que prejudicam o desempenho dos pilotos, afastando a Ferrari da liderança.
Problemas de aerodinâmica e a dificuldade em otimizar a temperatura dos pneus na qualificação, juntamente com a degradação térmica em ritmo de corrida, representam obstáculos constantes.
Em algumas corridas, a equipe solicitou que os pilotos aliviassem o acelerador para reduzir a carga aerodinâmica e preservar os pneus, em vez de economizar combustível.
As atualizações introduzidas pela Ferrari, como a nova suspensão traseira, não geraram os benefícios esperados e, em alguns casos, pioraram o desempenho.
A Ferrari enfrenta um longo período sem títulos mundiais desde 2007 (Pilotos) e 2008 (Construtores).
A temporada também se tornou um palco para a disputa interna entre Charles Leclerc e Lewis Hamilton. Apesar da atenção em torno do supercampeão, Leclerc tem demonstrado solidez e superado as inconsistências do carro, garantindo mais pódios e uma pontuação superior no campeonato de pilotos.
A ausência de vitórias e a diferença de pontos para Leclerc colocam Hamilton sob pressão. Tanto Leclerc quanto Hamilton expressam insatisfação com as limitações que fogem ao seu controle. Leclerc demonstra sinais de desgaste com um projeto que não atinge seu potencial, enquanto Hamilton mostra irritação com a falta de autonomia nas decisões técnicas.
Enquanto o campeonato de 2025 é considerado um fracasso, a marca Ferrari se aproxima de mais um ano nas pistas em situação desfavorável.
Apesar dos desafios nas pistas, a Ferrari permanece como a equipe mais valiosa da Fórmula 1, impulsionada por sua marca icônica, história e base de fãs apaixonados.
De acordo com um levantamento da Sportico, a escuderia italiana alcançou um valor de US$ 6,4 bilhões e manteve a liderança do ranking pelo terceiro ano consecutivo. A Mercedes é avaliada em US$ 5,88 bilhões e a Red Bull em US$ 4,73 bilhões.
Além de ser a mais valiosa, a Ferrari também tem o piloto mais rentável. Lewis Hamilton foi eleito o atleta mais comercializável do mundo em 2025 pela revista SportsPro.

















