Sumário
ToggleO julgamento referente ao assassinato da cantora gospel Sara Freitas, ocorrido em outubro de 2023 em Dias D’Ávila, Bahia, foi adiado em decorrência do abandono da sessão por parte dos advogados dos três réus. A informação foi confirmada pela Justiça da Bahia, que classificou o ato como ilegal, remarcando a audiência para o dia 24 de fevereiro de 2026, mantendo o local original do julgamento.
Entenda o Caso Sara Freitas
O crime que vitimou Sara Freitas chocou a comunidade gospel e a população da Bahia. Sara Freitas foi morta em outubro de 2023, na cidade de Dias D’Ávila, Bahia. O caso ganhou grande repercussão devido à brutalidade do crime e ao envolvimento de pessoas próximas à vítima.
Os Réus e as Acusações
Entre os acusados, destaca-se Ederlan Santos Mariano, viúvo da cantora, apontado como o mentor intelectual do crime. Além dele, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves também respondem por participação no assassinato. As acusações incluem feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.
A investigação do caso revelou que Sara Freitas foi atraída para uma emboscada sob o pretexto de participar de um evento religioso. No entanto, ao chegar ao local, foi brutalmente assassinada com 22 golpes de faca. Os criminosos, em seguida, ocultaram e queimaram o corpo da cantora.
Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), o crime foi premeditado e executado de forma organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos. A motivação, conforme apurado, envolveria promessa de recompensa financeira e interesses relacionados à carreira artística de um dos acusados.
O Abandono da Sessão e a Reação da Justiça
A sessão de júri, que fazia parte do mutirão do Júri na Bahia, foi interrompida de forma abrupta quando os advogados de defesa de Ederlan Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves decidiram abandonar o plenário. A alegação foi a de que o fórum não oferecia a estrutura adequada e as condições de segurança necessárias para a realização do julgamento.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) não tardou em se manifestar, classificando o abandono da sessão como um ato ilegal. Em nota, o TJBA informou que o fórum estava devidamente equipado com policiais militares e assentos suficientes para acomodar advogados e promotores.
Diante da situação, o tribunal determinou que a conduta dos advogados de defesa seja avaliada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Além disso, reafirmou que a nova data para a sessão do júri está agendada para 24 de fevereiro de 2026.
A Defesa se Manifesta
Em contrapartida, o advogado Otto Vinicius Oliveira Lopes, responsável pela defesa de Ederlan Mariano, utilizou as redes sociais para justificar a decisão de abandonar a audiência. Segundo ele, a medida foi tomada após constatarem que o fórum não apresentava as condições mínimas de trabalho, isolamento e segurança para os participantes, incluindo jurados e promotores.
O advogado argumentou que a falta de isolamento e segurança no local poderia comprometer a imparcialidade do julgamento. Ele relatou a ocorrência de xingamentos e ameaças contra os réus por parte da população presente no local.
O TJBA, em resposta, esclareceu que o abandono do plenário foi uma decisão unilateral da defesa dos réus, sem qualquer solicitação formal prévia sobre a alegada inadequação do local para a realização do julgamento.
O tribunal garantiu que havia um número suficiente de policiais militares, cerca de 17, além de cinco viaturas, para garantir a segurança do local. Reforçou, ainda, que a condução do processo seguiu rigorosamente os princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, assegurando a todos os envolvidos o pleno exercício de seus direitos.
Outros Envolvidos no Caso
Além de Ederlan Mariano, Weslen Pablo e Victor Gabriel, um quarto acusado, Gideão Duarte de Lima, já foi julgado e condenado a 20 anos de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. Gideão foi responsável por atrair a cantora até o local do assassinato.
O caso Sara Freitas continua a gerar comoção e revolta na sociedade. A Justiça da Bahia reafirma seu compromisso em garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados por seus atos, assegurando um julgamento justo e imparcial.
O que Acontece Agora?
Com a nova data marcada para fevereiro de 2026, a expectativa é que o julgamento possa ocorrer em um ambiente que ofereça as condições necessárias para o trabalho de todos os envolvidos, garantindo a segurança e a imparcialidade do processo.
Se você ou alguém que você conhece foi vítima de violência doméstica, denuncie. Não se cale diante da violência.
FAQ sobre o Caso Sara Freitas
Qual foi a motivação do crime?
Segundo o Ministério Público da Bahia, a motivação do crime envolveria promessa de recompensa financeira e interesses relacionados à carreira artística de um dos acusados.
Por que o julgamento foi adiado?
O julgamento foi adiado devido ao abandono da sessão por parte dos advogados dos três réus, que alegaram falta de estrutura e condições de segurança no fórum.
Quando será a nova data do julgamento?
A nova data para a sessão do júri está agendada para 24 de fevereiro de 2026.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br



















