Startup propõe escudo inovador contra lixo espacial para satélites

A crescente poluição espacial, com mais de 130 milhões de detritos orbitando a Terra, representa um desafio significativo para a segurança de equipamentos e operações no espaço. Esse lixo espacial, impulsionado pela expansão constante de constelações de satélites como a Starlink, agrava-se diariamente e concentra-se majoritariamente na órbita baixa terrestre (LEO), entre 160 e 2 mil km de altitude.

Nesta região, onde a resistência atmosférica é mínima, os objetos podem atingir velocidades orbitais de 7 a 8 km/s, o que equivale a aproximadamente 28.800 km/h. Para enfrentar a ameaça de impactos hipersônicos – até 20 vezes a velocidade do som – de detritos espaciais, a startup norte-americana Atomic-6 desenvolveu uma solução inovadora.

A Atomic-6 propõe o uso de placas de blindagem Space Armor, construídas a partir de um compósito de polímero desenvolvido através de um processo de fabricação mantido em sigilo. A empresa assegura que sua tecnologia é mais leve, mais fina e mais eficaz do que os sistemas de blindagem tradicionais. Um diferencial importante é que os escudos Space Armor não bloqueiam nem distorcem as ondas eletromagnéticas utilizadas em comunicações, como rádio, Wi-Fi, radar e satélite.

A velocidade hipersônica dos detritos espaciais e das próprias espaçonaves ativas na LEO faz com que até mesmo pequenos fragmentos, como parafusos milimétricos, acumulem uma enorme energia cinética. Uma colisão frontal pode perfurar tanques de combustível, danificar estruturas, comprometer baterias e circuitos elétricos, e até mesmo sistemas de suporte à vida em veículos tripulados.

Diante da previsão de que empresas como SpaceX e Amazon planejam lançar mais de 100 mil novas espaçonaves até 2030, um aumento significativo em relação às cerca de 10 mil em órbita atualmente, as agências reguladoras estão exigindo proteções reforçadas nos veículos espaciais. Essa exigência impulsiona a necessidade de novos materiais e escudos espaciais.

Os escudos Whipple, utilizados desde 1947, apresentam limitações, como peso, espessura e a incapacidade de bloquear fragmentos maiores que 1 cm. Além disso, sendo feitos de metais opacos à radiofrequência, eles podem bloquear sinais de rádio e comunicações. A composição metálica também causa fragmentação violenta em caso de impacto, gerando destroços secundários que podem ser maiores que o projétil original.

As placas Space Armor são descritas pela Atomic-6 como o primeiro escudo orbital contra detritos permeável a radiofrequência (RF), capaz de resistir a impactos e permitir comunicações essenciais. As placas, autoadesivas e com dimensões de 30 cm por 30 cm e 2,5 cm de espessura, podem ser fabricadas sob encomenda em tamanhos de até 1 m por 1 m. O material foi desenvolvido ao longo de um ano e meio de pesquisas e testes com um compósito polimérico secreto, misturando fibras e resinas em proporções não divulgadas.

A empresa oferece duas versões escaláveis: a Space Armor Lite, para proteger contra micropedaços de lixo espacial de até 3 mm, e a Space Armor Max, projetada para suportar impactos de detritos de até 12,5 mm. A Space Armor Max é voltada para a proteção de ambientes habitados no espaço. A Atomic-6 aceita pedidos de cotação para as placas Space Armor, com valores fornecidos mediante demanda e negociação, estimando-se um custo entre US$ 50 mil e US$ 100 mil por metro quadrado.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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