Ex-cabo do Exército é preso em operação contra fábrica ilegal de armas
Uma operação da Polícia Civil deflagrada na última quinta-feira, com apoio da Polícia Civil do Paraná, mira uma organização criminosa dedicada à fabricação e comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios bélicos. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Paraná.
Um dos alvos da operação foi o ex-cabo do Exército Carlos Henrique Martins Cotrin, proprietário de uma das fábricas clandestinas localizadas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ao perceber a chegada da polícia, Cotrin tentou fugir, mas foi capturado.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), teve início após análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em operações anteriores. A análise revelou uma intensa troca de comunicações, vídeos e registros de transações ilegais, comprovando a existência de uma rede estruturada de fabricação e venda de armas de uso permitido e restrito.
Durante as investigações, os agentes identificaram a ligação entre fabricantes, intermediários e compradores, responsáveis por produzir e comercializar pistolas, fuzis e metralhadoras artesanais, além de munições montadas manualmente. As mensagens interceptadas e os registros financeiros indicam lucros de até 150% e o uso de transportadoras privadas para o envio disfarçado de armamentos.
As equipes localizaram pontos de produção e armazenamento com ferramentas, peças de reposição, insumos e equipamentos usados para recarga de munições. Parte das armas produzidas ou adquiridas irregularmente era distribuída a terceiros sem qualquer controle legal ou registro.
Segundo o delegado da Desarme, Luiz Otávio Franco, a empresa de Carlos Henrique Cotrin consertava armas para as milícias de Nova Iguaçu e também produzia fuzis para vendas na internet por valores que variavam entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.
Em outra fábrica na Baixada, cinco pessoas foram presas. Entre as armas apreendidas estão pistolas, revólveres, um fuzil, carregadores, munições e um lança-rojão.
No Paraná, Márcio Marcelo Ivanklo foi preso em casa, onde foram encontradas mais de 80 armas, incluindo espingardas, pistolas e revólveres. Ele também comercializava armas e munições por meio de grupos de WhatsApp e já havia sido preso pela Polícia Federal em 2008.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



















