Sumário
ToggleA performance em operações de day trade no mercado de ações transcende a mera aplicação de técnicas isoladas, dependendo fundamentalmente da habilidade de selecionar ativos com precisão. Essa escolha estratégica deve considerar o momento oportuno de entrada e saída, além de se alinhar a janelas específicas de volatilidade. Fernando Modé, em sua abordagem ao day trade com ações, estrutura um processo que incorpora filtros rigorosos para liquidez, análise do comportamento setorial, correlação com o índice de referência e avaliação da tendência em múltiplos tempos gráficos.
A lógica que orienta Modé em seu trading diário foi detalhada em uma entrevista, onde ele explicou como organiza as operações e prioriza as janelas de abertura do mercado. Em questão de minutos, ele define quais papéis merecem sua atenção, baseando-se em uma leitura inicial do dia que observa o comportamento do índice e sua composição setorial antes mesmo de iniciar a seleção de ações individuais. Para isso, Modé adota uma divisão específica do índice em quatro segmentos principais. Dois desses segmentos são dedicados às small caps, enquanto um terceiro abrange ações de empresas de grande porte como Vale e Petrobras, e o quarto é reservado ao setor bancário. Essa segmentação prévia permite uma compreensão abrangente do direcionamento do mercado.
Metodologia de Seleção de Ativos na Abertura do Pregão
A partir da análise inicial do índice, a priorização dos ativos torna-se um processo objetivo para Modé. Sua estratégia consiste em operar favoravelmente à tendência predominante do mercado, evitando papéis que se mostram desalinhados com o movimento amplo. Este modelo busca maximizar a eficiência das operações já nos primeiros minutos após a abertura do pregão. A seleção inicial, portanto, foca-se exclusivamente nos ativos que demonstram alinhamento com o fluxo de mercado predominante. Um exemplo claro dessa diretriz é que, se o índice geral apresenta uma valorização de 0,50%, a busca por operações de day trade se direciona apenas para papéis que estejam exibindo uma tendência de alta para efetuar compras.
Adicionalmente, Modé estabelece critérios de exclusão para ativos que não se encaixam em seu perfil de risco e previsibilidade. Ele evita ativos excessivamente baratos, definindo um limite mínimo de preço, além de papéis de empresas em recuperação judicial ou aquelas envolvidas em ruídos corporativos que possam gerar volatilidade imprevisível. A prioridade é concedida a papéis que oferecem alta liquidez e um comportamento de mercado mais previsível. A restrição a ativos com valor inferior a R$5,00 é um filtro explícito em sua metodologia, considerando-os inadequados para sua estratégia de day trade.
Critérios de Liquidez, Volatilidade e Correlação Setorial
A garantia de fluidez nas operações de entrada e saída é um pilar fundamental da estratégia de Fernando Modé. Para isso, ele institui um piso mínimo para o volume diário e o número de negócios de um ativo. Papéis que não satisfazem esses critérios são automaticamente desconsiderados, reforçando a premissa de que uma liquidez mínima é indispensável para qualquer estratégia intraday. Sua regra específica exclui qualquer papel com volume diário inferior a 3 milhões de reais de suas operações.
Outro ponto importante é a gestão da exposição ao risco em ativos correlacionados. Modé evita duplicar a exposição ao operar simultaneamente papéis que possuem alta correlação entre si. Um exemplo claro é a não realização de operações em Itaú e Bradesco ao mesmo tempo, pois, segundo sua visão, tal prática não oferece nenhuma vantagem estratégica. O objetivo é selecionar um representante robusto de um determinado setor e evitar a replicação desnecessária de risco.
Entre os setores que Fernando Modé mais monitora para suas operações de day trade, destacam-se os bancos, o varejo, as construtoras e indústrias específicas. Ele observa papéis que historicamente demonstram movimentações amplas e direcionais, mas mantém cautela em relação àqueles que entram em longos períodos de consolidação, identificando-os como menos propícios para day trade. A observação de Embraer, que rompeu e retornou diversas vezes o patamar de R$90,00, ilustra como Modé classifica ativos em “castigo” quando exibem tal comportamento errático. As construtoras, em particular, atraem sua atenção devido à sua volatilidade e à recorrência de movimentos direcionais, permitindo ganhos percentuais expressivos em operações de curto prazo quando a movimentação é capturada de forma precisa.
Análise Técnica e Processo Decisório Instantâneo
Embora muitos traders optem por gráficos de 5 ou 15 minutos, Fernando Modé prefere operar majoritariamente com base nas tendências observadas no gráfico de 60 minutos. Ele argumenta que essa periodicidade oferece uma visão mais limpa, abrangendo tanto o movimento micro quanto o macro do mercado. Essa perspectiva temporal mais ampla contribui para tomadas de decisão mais racionais, especialmente em momentos de maior volatilidade. A capacidade de visualizar o movimento micro enquanto se mantém a percepção da tendência geral é um diferencial que o gráfico de 60 minutos proporciona.
Esse alinhamento entre a tendência de longo prazo e o comportamento do mercado na abertura serve como guia para decisões rápidas. Um exemplo prático de sua metodologia é a ação imediata: se a Petrobras registrar um candle de baixa na abertura, Modé procede com a venda do ativo, ilustrando a agilidade necessária e a confiança na leitura do contexto.
Incorporação do Contexto Global na Análise
Para complementar sua análise de mercado, Modé integra em seu modelo dados provenientes de bancos americanos, mineradoras globais e índices internacionais. Essa leitura do cenário externo é fundamental para calibrar as expectativas em relação ao mercado brasileiro. Setores no Brasil frequentemente replicam os movimentos observados no exterior, evidenciando uma forte correlação. A performance de instituições financeiras globais, como Wells Fargo, JP Morgan e Goldman Sachs, é um indicador que Modé acompanha atentamente. A avaliação positiva dos balanços de bancos americanos, por exemplo, é um sinal preditivo para um desempenho similar no setor bancário brasileiro, demonstrando a interconexão dos mercados financeiros globais.
FAQ: Day Trade com Fernando Modé
Qual a principal premissa da estratégia de Fernando Modé no day trade?
A principal premissa da estratégia de Fernando Modé é que o sucesso no day trade não se baseia apenas na técnica, mas na escolha precisa dos ativos, no momento certo, dentro de janelas de volatilidade adequadas, e com filtros rigorosos de liquidez e tendência.
Como Fernando Modé divide o índice de mercado para sua análise inicial?
Fernando Modé divide o índice em quatro fatias para sua análise inicial: duas fatias são dedicadas às small caps, uma fatia inclui ações de empresas como Vale e Petrobras, e a última fatia é composta por bancos.
Quais são os critérios de liquidez que Fernando Modé utiliza para selecionar papéis?
Fernando Modé estabelece um piso mínimo de 3 milhões de reais em volume diário para os papéis que ele considera operar, além de excluir ativos abaixo de R$5,00 ou que estejam em recuperação judicial e com ruídos corporativos.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br



















